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Polícia prende suspeitos de integrar milícia de Juninho Varão

A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) prendeu dois suspeitos de integrar a milícia do criminoso Gilson Ingrácio Júnior, conhecido como Juninho Varão.

G1 — Brasil · 2026-10-09T21:36:46.000Z

A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) prendeu dois suspeitos de integrar a milícia do criminoso Gilson Ingrácio Júnior, conhecido como Juninho Varão.

As prisões foram realizadas no bairro Valverde, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Segundo as investigações, Bruno da Silva Ribeiro, o "Di Porcão", e Marcus Vinícius Tibúrcio Dionisio, o "GTA", faziam a cobrança de valores de comerciantes.

A dupla intimidava os trabalhadores para que realizassem os pagamentos em espécie.

Bruno ia até os comerciantes, enquanto Marcus Vinícius observava a movimentação e dava cobertura ao comparsa nas ações criminosas.

Suspeitos foram presos no Valverde, em Nova Iguaçu

Com "GTA", foi encontrada uma pistola calibre .040, com a numeração suprimida. Já com "Di Porcão", a polícia encontrou R$ 1,9 mil em dinheiro.

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PF e MPRJ cumprem mandados contra a milícia de Juninho Varão

Quem é Juninho Varão

Gilson Ingrácio de Souza Junior, o Juninho Varão

Juninho Varão é o apelido de Gilson Ingrácio de Souza Junior. Segundo investigações da Polícia Civil, do MPRJ e da Polícia Federal, ele lidera uma organização criminosa com atuação principalmente em Nova Iguaçu, com influência também em áreas de Queimados e municípios vizinhos da Baixada Fluminense.

Ele é apontado como chefe do grupo conhecido como Bonde do Varão, investigado por crimes como constituição de milícia privada, extorsão e lavagem de dinheiro.

Varão foi integrante da milícia de Ecko (Wellington da Silva Braga), um dos maiores chefes paramilitares do RJ. Após a morte de Ecko, em 2021, e a posterior fragmentação da estrutura comandada por Danilo Tandera, Varão ganhou espaço e assumiu o controle de áreas da Baixada.

As investigações atribuem à organização de Juninho Varão o controle territorial de comunidades por meio de intimidação e violência, além da exploração de atividades econômicas em áreas dominadas. Entre os negócios investigados aparecem:

cobrança de taxas de moradores e comerciantes;

exploração do serviço de internet;

comercialização de gás;

extorsões e outras cobranças ilegais.

Uma investigação do Gaeco/MPRJ divulgada em 2024 apontou que o Bonde do Varão teria movimentado cerca de R$ 10 milhões entre 2022 e 2023.

Juninho Varão é tratado pelas autoridades como foragido e alvo de mandados judiciais. Diversas operações recentes tiveram como objetivo atingir sua estrutura financeira e operacional, além de prender integrantes apontados como seus homens de confiança.

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