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12 dias até a liberação: veja a linha do tempo do Vasco até ter o Maracanã contra o Boca Juniors

Voz do Setorista: Vasco está autorizado a enfrentar o Boca Juniors no Maracanã

ge — Futebol · 2026-10-10T04:00:00.000Z

Voz do Setorista: Vasco está autorizado a enfrentar o Boca Juniors no Maracanã

Fim da novela: a Justiça liberou o uso do Maracanã pelo Vasco , que mandará no estádio a partida contra o Boca Juniors, no dia 20 de outubro, pela semifinal da Copa Sul-Americana. A decisão foi publicada na noite desta sexta-feira.

Foram 12 dias de tentativas pelo estádio entre ações na Justiça, tutelas e declarações. Abaixo, o ge mostra toda a linha do tempo do caso, explicando também o envolvimento de São Januário e Estádio Nilton Santos.

Maracanã: prioridade do Vasco para mandar a partida. O clube entrou com, ao menos, três ações formais na Justiça nos últimos 10 dias tentando uma liberação, sofreu com a resistência da dupla Fla-Flu, que administra o estádio e argumentava sobre as condições do gramado para ser contra a realização do jogo, mas conseguiu a liberação da Justiça do Rio de Janeiro.

Maracanã será palco de Vasco x Boca

Buda Mendes/Getty Images

No dia 28 de agosto, o Consórcio Fla-Flu recusou o primeiro pedido formal (sem envolvimento jurídico) do Vasco para atuar no estádio;

No dia 1º (quinta-feira), o Vasco entrou com a primeira ação na Justiça para jogar no estádio

No dia 2, a ação do clube foi suspensa pela 2ª Vara Cível da Capital porque já havia uma outra ação, movida de forma popular, para que o jogo fosse no Maracanã;

Horas depois, o Vasco fez um recurso contra a suspensão argumentando que as duas eram independentes;

No dia 5 (segunda-feira), a Justiça do Rio de Janeiro indeferiu o pedido de tutela de urgência do Vasco para obrigar a Fla-Flu a disponibilizar o Maracanã;

Ainda no dia 5, o Ministério Público do Rio de Janeiro enviou um inquérito ao Consórcio Fla-Flu com uma recomendação para que a partida seja realizada no Maracanã;

Na terça-feira, o Vasco ingressou com nova petição na Justiça e avisou à Conmebol que o jogo será disputado no Rio de Janeiro;

Na quarta-feira, dia 6, o desembargador Alexandre de Carvalho Mesquita indeferiu o pedido do Vasco de jogar no estádio;

Na noite de quarta-feira, a PM fez um laudo afirmando que o Maracanã "constitui a opção mais adequada" para receber a partida;

Sexta-feira, o Vasco entrou com novo recurso na Justiça em teor de urgência, argumentando que a decisão de terça-feira foi de caráter monocrático, já que fora julgado apenas por um desembargador. Um agravo interno passar por votação na Câmara;

De noite, nova votação de desembargadores liberou o Maracanã para o Vasco.

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São Januário: foi a primeira prioridade do Vasco para ser palco da partida — algo confirmado até pelo presidente Pedrinho em entrevista no mês passado. O estádio, porém, não comporta a capacidade mínima exigida pela Conmebol de 30 mil lugares. O clube até tentou uma série de liberações em busca de uma exceção com a entidade sul-americana, mas não conseguiu.

Corpo de Bombeiros deu parecer legal para aumentar o setor visitante e acomodar 4 mil torcedores do Boca Juniors, algo também exigido pela Conmebol;

No dia 30, o Vasco teve reunião com Ferj e Polícia para apresentar um plano de segurança para mandar a partida em São Januário;

Vasco teve parecer positivo da Prefeitura para a realização da partida no estádio já que as torcidas possuem relação de amizade;

Bepe e PM não aprovaram a realização da partida em São Januário;

Sem todos as autorizações dos órgãos cariocas, o Vasco não conseguiu argumentar com a Conmebol para abrir uma exceção.

Estádio Nilton Santos: era visto como a última opção pelo Vasco por causa do gramado sintético. Pedrinho não fez contatos formais com representantes do Botafogo, sempre com esperança da liberação do Maracanã.

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Após a vitória sobre o Botafogo, na quarta-feira, o técnico Pedro Emanuel fez um apelo na entrevista coletiva para que o jogo contra o Boca não fosse no Nilton Santos;

Pedrinho perguntou sobre condições de logística, público e capacidade do estádio para pessoas próximas pela primeira vez horas antes do jogo contra o Botafogo. Ao chegar no local, caminhou muito pelo gramado;

O Consórcio Fla-Flu fez uma consulta direta ao Bepe para saber se o Nilton Santos reúne condições de receber a partida. A ação não passou pelo Vasco;

Jogadores do Vasco também foram contra a realização da partida no local.

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