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As orientações do novo protocolo para crianças e adolesecentes valem para as quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital e a Policlínica do Pedra 90.
G1 — Brasil · 2026-10-10T14:14:29.000Z
As orientações do novo protocolo para crianças e adolesecentes valem para as quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital e a Policlínica do Pedra 90.
Prefeitura de Cuiabá
O atendimento de crianças e adolescentes que chegam às unidades de saúde sem pais ou responsáveis seguirá um protocolo específico definido pela Prefeitura de Cuiabá. As orientações foram divulgadas nesta sexta-feira (9) e valem para as quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital e a Policlínica do Pedra 90.
O protocolo estabelece que a ausência de um responsável não é motivo para recusar automaticamente o atendimento. A conduta deve considerar o estado de saúde do paciente, a idade, a capacidade de compreensão do adolescente e a necessidade de proteção. As informações e decisões devem ser registradas no prontuário.
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As orientações se aplicam às seguintes unidades de saúde:
UPA Pascoal Ramos
UPA Morada do Ouro
Policlínica do Pedra 90
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O primeiro passo será acolher o paciente e avaliar a gravidade do caso. Em situações de urgência ou emergência, o atendimento deve ser feito imediatamente, mesmo sem a presença de um responsável. Quando necessário, a equipe também deve tentar entrar em contato com familiares ou responsáveis e registrar as providências adotadas.
Nos casos que não são urgentes, a conduta depende da idade do paciente. Para crianças com menos de 12 anos, a equipe deve fazer o acolhimento e a avaliação inicial, tentar entrar em contato com os responsáveis e pedir que compareçam à unidade. Se for identificada uma urgência ou emergência, o atendimento deve ser imediato, mesmo que a criança esteja sozinha.
Já no caso de adolescentes de 12 a 17 anos, os profissionais devem avaliar se eles conseguem compreender a situação e as orientações recebidas. Quando demonstram essa capacidade, o atendimento sem acompanhante não é automaticamente proibido.
Nessas situações, a equipe deve respeitar a autonomia do adolescente de acordo com sua idade e capacidade de compreensão, além de preservar a privacidade das informações, respeitadas as exceções previstas. A avaliação e os motivos da decisão também devem ser registrados no prontuário.
O protocolo também orienta como agir em casos de violência, risco à vida ou outras situações que exijam proteção. Conforme a ocorrência, as medidas podem incluir a notificação obrigatória e o acionamento do Conselho Tutelar.