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Dona de bazar é presa suspeita de injúria racial contra mulheres em Juiz de Fora

Avenida Getúlio Vargas, Centro de Juiz de Fora

G1 — Brasil · 2026-10-10T14:12:00.000Z

Avenida Getúlio Vargas, Centro de Juiz de Fora

Uma comerciante foi presa suspeita de injúria racial após duas mulheres denunciarem que foram impedidas de entrar em um bazar e receberam ofensas racistas da proprietária. O caso aconteceu na avenida Getúlio Vargas, no Centro de Juiz de Fora.

Segundo a Polícia Militar (PM), a comerciante chamou as duas de 'macacas' várias vezes, além de fazer gestos imitando o animal.

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De acordo com o boletim de ocorrência, na sexta-feira (9), após ser impedida de entrar, uma das mulheres tentou acessar o bazar, mas foi segurada pelos braços e empurrada para fora pelo filho da dona. Durante a confusão, segundo relatado aos militares, ela arranhou as costas dele.

Ainda durante a discussão, uma das mulheres apontou o dedo para o rosto da comerciante e a tocou. A outra vítima relatou ter sido ameaçada de agressão pela empresária.

A PM informou que o bazar tem câmeras de segurança, mas a proprietária não apresentou as imagens aos policiais durante o atendimento da ocorrência.

Ao consultar os registros policiais, os militares identificaram outras ocorrências envolvendo a comerciante, incluindo injúria racial, ameaça, injúria e agressões físicas.

A comerciante foi presa. Segundo a PM, ela resistiu à abordagem e precisou ser contida e algemada.

Em nota, a Polícia Civil informou que a suspeita foi levada à delegacia de plantão de Juiz de Fora, onde prestou depoimento e teve a prisão em flagrante por injúria racial formalizada.

Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), a comerciante permanece presa na Penitenciária José Edson Cavalieri.

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