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ICMBio vistoria açude que será recuperado em Fernando de Noronha

ICMBio vistoria açude que será recuperado em Noronha

G1 — Brasil · 2026-10-10T17:33:19.000Z

ICMBio vistoria açude que será recuperado em Noronha

Representantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) vistoriaram, na sexta-feira (9), o Açude da Ema, em Fernando de Noronha. O objetivo foi registrar as condições atuais do reservatório, que será recuperado pela Neoenergia (veja vídeo acima).

A recuperação do açude é uma contrapartida pelo uso de parte da área do projeto Noronha Terra, voltado à produção de alimentos. Em troca da cessão do terreno para as obras, a Neoenergia se comprometeu a recuperar o reservatório.

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A lâmina d’água do Açude da Ema está encoberta pela vegetação, em Fernando de Noronha

Ana Clara Marinho/TV Globo

Projeto de energia solar

A Neoenergia vai instalar 30 mil painéis solares em Fernando de Noronha, em um projeto com investimento de R$ 350 milhões. A iniciativa pretende reduzir a dependência do óleo diesel na geração de energia e ampliar o uso de fontes renováveis.

Para executar o projeto, a empresa vai ocupar uma área de 23 hectares. Desse total, 16 hectares — o equivalente a 160 mil metros quadrados — serão afetados pela retirada de vegetação. Ao todo, cerca de 10 mil árvores serão removidas.

A Neoenergia iniciou a produção de 20 mil mudas para a recomposição ambiental em Fernando de Noronha.

A recuperação do Açude da Ema também prevê a retirada de árvores de espécies nativas e exóticas.

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O projeto recebeu licença ambiental da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), com anuência do ICMBio.

“A recuperação do açude passou por licenciamento e estudos. A necessidade de retirada de árvores, tanto de espécies exóticas quanto nativas, está documentada no processo, que prevê medidas de restauração ambiental”, explicou a chefe do ICMBio em Noronha, Lilian Hangae.

Segundo Lilian Hangae, foram identificadas 12 árvores nativas na região do açude. O levantamento inicial também apontou a necessidade de retirar duas árvores de espécies nativas.

O ICMBio também fez imagens aéreas para registrar as condições atuais da região.

Equipe do ICMBio fez a vistoria no açude

Ana Clara Marinho/TV Globo

Importância do açude

A presidente do projeto Noronha Terra, Lourdes Sampaio, disse que a última recuperação do reservatório ocorreu em 1998. Desde então, o açude acumulou sedimentos e ficou mais raso.

O ponto mais profundo, conhecido como “porão”, tinha cinco metros de profundidade. Atualmente, esse trecho tem cerca de um metro, e a lâmina de água está com aproximadamente 30 centímetros.

A recuperação do açude é considerada importante para os agricultores da ilha, que dependem da água para manter a produção.

“Nas condições atuais, esse reservatório contribui pouco. Nós só conseguimos plantar se tiver água”, afirmou Lourdes Sampaio.

O volume de água armazenado no açude é baixo. Segundo Lourdes Sampaio, a água disponível pode atender às necessidades por, no máximo, dois meses. Após a recuperação, a expectativa é que o reservatório consiga armazenar água suficiente para até três anos de uso.

“O Açude da Ema é vital para a agricultura orgânica em Fernando de Noronha”, afirmou.

Os trabalhos começaram com a retirada da vegetação. Os responsáveis pela obra preferiram não conceder entrevista, mas informaram que a recuperação do açude deve ser concluída até março de 2027.

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