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O grupo habitação liderou a alta com aumento de 4,73%, impulsionado pela energia residencial.
G1 — Brasil · 2026-10-10T20:01:50.000Z
O grupo habitação liderou a alta com aumento de 4,73%, impulsionado pela energia residencial.
A inflação em São Luís voltou a subir em setembro de 2026 e registrou alta de 0,82%, após uma queda de 0,60% em agosto. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nessa sexta-feira (9).
Com o resultado, a capital maranhense acumula inflação de 4,74% entre janeiro e setembro, o maior percentual entre as 16 regiões pesquisadas pelo instituto. O índice está acima da média nacional, que chegou a 3,95% no mesmo período.
Em setembro, a inflação de São Luís ficou no mesmo patamar da média brasileira, de 0,82%. Segundo o IBGE, todas as 16 regiões pesquisadas registraram aumento de preços no mês, diferentemente de agosto, quando houve deflação em todas elas.
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Energia elétrica foi a principal responsável pela alta
O grupo habitação foi o que mais contribuiu para a inflação em São Luís, com aumento de 4,73% e impacto de 0,67 ponto percentual no índice geral.
O principal responsável foi o aumento de 12,84% no preço da energia elétrica residencial, influenciado pelo reajuste anual de 5,42% nas tarifas das concessionárias de distribuição. O gás de botijão também ficou mais caro, com alta de 0,67%.
Outro grupo que pressionou a inflação foi alimentação e bebidas, que apresentou aumento de 0,57%, após três meses consecutivos de queda nos preços.
Entre os alimentos que registraram aumento em setembro estão:
Costela bovina: 3,95%;
Apesar da alta em alguns produtos, outros itens ajudaram a conter a inflação. Os grupos saúde e cuidados pessoais e despesas pessoais apresentaram queda de 0,27% cada.
A gasolina também ficou mais barata pelo segundo mês consecutivo na capital maranhense, com redução de 0,69% em setembro, após recuo de 1,18% em agosto.
São Luís lidera inflação acumulada em 2026
De acordo com o levantamento, São Luís voltou a ocupar a primeira posição entre as regiões pesquisadas pelo IBGE no acumulado do ano, com inflação de 4,74%.
A capital maranhense ficou à frente da Região Metropolitana de Fortaleza, que acumulou alta de 4,52%. As duas foram as únicas áreas pesquisadas com índices acumulados no ano superiores a 4,50%, limite de tolerância da meta nacional de inflação.
Entre os grupos de despesas que mais subiram em São Luís de janeiro a setembro estão transportes (6,49%), artigos de residência (6,38%), educação (6,09%) e saúde e cuidados pessoais (5,32%).
O levantamento também mostra que alguns produtos tiveram aumentos mais expressivos em São Luís do que na média nacional. A gasolina, por exemplo, acumula alta de 16,62% na capital maranhense, contra 5,56% no Brasil. O óleo diesel subiu 26,33% em São Luís, enquanto a média nacional foi de 15,26%.
Inflação acumulada em 12 meses apresenta queda
Apesar da alta registrada em setembro, a inflação acumulada em 12 meses apresentou desaceleração em São Luís, passando de 4,52% em agosto para 4,32% em setembro.
Com isso, o índice da capital maranhense ficou abaixo do limite de tolerância de 4,50% estabelecido para a meta nacional de inflação.
No Brasil, o movimento foi contrário. A inflação acumulada em 12 meses passou de 4,22% para 4,58%, ficando acima desse limite.
Sobre o IPCA
O IPCA é considerado o índice oficial de inflação do Brasil e acompanha a variação dos preços de produtos e serviços consumidos por famílias com renda de um a 40 salários mínimos.
Em São Luís, a pesquisa passou a integrar o Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor (SNIPC) em maio de 2018. Para o resultado de setembro de 2026, o IBGE considerou os preços coletados entre os dias 1º e 29 de setembro, comparados aos preços do período de referência anterior.