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Dançarino Erick Swolkin, de 35 anos, se envolveu no mundo da dança aos 9 anos
G1 — Brasil · 2026-07-28T07:01:10.000Z
Dançarino Erick Swolkin, de 35 anos, se envolveu no mundo da dança aos 9 anos
Arquivo pessoal e Divulgação
O dançarino Erick Swolkin, de 35 anos, foi uma criança como muitas outras que viviam na zona rural de Joinville, no Norte de Santa Catarina: andava a cavalo, corria no pasto e brincava com os amigos na rua. Sequer conhecia o balé clássico.
Uma visita do Teatro Bolshoi no Brasil na escola rural onde ele estudava, aos 9 anos, mudou o rumo da vida dele: o menino que "tocava boi" se tornou artista e, por 10 anos, integrou o Bolshoi na Rússia, uma das companhias de dança mais importantes e respeitadas do mundo.
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Desde 2022, atua em um grupo na Alemanha. Ele é um dos 16 mil artistas inscritos no 43ª Festival de Dança de Joinville, que movimenta a cidade até 1º de agosto.
🔎 🩰 A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil é uma tradicional escola de balé localizada em Joinville, cidade mais populosa de Santa Catarina. Fundada em 2000, é a única filial do Teatro Bolshoi de Moscou e possui alunos de vários estados brasileiros e de outros países.
O encontro inesperado
Erick é natural de São Paulo (SP), mas se mudou para Joinville na infância, após o pai aceitar uma proposta de emprego em Santa Catarina.
A família, então, deixou a cidade grande e se mudou para Rio Bonito, no distrito de Pirabeiraba, famoso pela forte ligação com o turismo rural, na zona norte de Joinville.
"Eu nunca tive contato com a dança, ou até mesmo com a cultura de dança. E não só balé. Tipo assim, eu andava a cavalo, eu vivia correndo no pasto, a gente tocava boi, brincando com meus amigos que moravam lá. A ideia daquela região, na época, era ir para a escola agrícola, e não se tornar bailarino".
Após a visita do Bolshoi na escola, passou a refletir sobre a possibilidade de aprender algo novo. Decidiu fazer o teste.
"O Bolshoi fez um 'motivacional' em todas as escolas municipais de Joinville, e a minha estava inclusa. E eu lembro que, quando comentaram se eu ia fazer ou não, todo mundo ficou : 'ah, o Erick?' Porque eu era tão da rua. Nunca fui uma pessoa que alguém imaginaria fazendo balé", comentou.
O apoio da família, de acordo com ele, foi fundamental para se dar bem na carreira.
"Eu lembro que eu fiz o teste, passei no primeiro teste e falei: 'mãe, vou fazer balé'. Minha mãe disse: 'fala com teu pai'. Meu pai falou assim: 'Meu filho, faz''. Meu avô sempre gostou muito de dança — ele era da Polônia, eles vieram fugidos e tal —, ele sempre gostou de valsa, de dança. Ele [meu pai] falou: "Não, faz balé, pode fazer", contou.
"Meu pai me apoiou e, depois, minha mãe me apoiou. Quando ela conheceu o projeto da escola, ela ficou encantada".
Erick Swolkin em Dom Quixote
Alinne Volpato/ Divulgação
História começou em Joinville e expandiu para o mundo
Ele entrou na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville, a única filial da famosa companhia de dança fora da Rússia, em 2001.
Mesmo naquele ambiente, a certeza de que seguiria a carreira profissional levou anos para surgir. Ela só veio no quinto ano de curso, quando assistiu ao balé Spartacus.
Assim que se formou, entrou para a Cia Jovem Bolshoi Brasil, onde permaneceu por três anos.
Em 2011, participou de uma audição para bailarinos estrangeiros no Teatro Bolshoi, na Rússia. Passou e, de 2012 a 2022, foi bailarino do corpo de baile da companhia.
Hoje ele atua no Staatsballett, principal companhia de Berlim, na Alemanha.
Segundo ele, a Escola Bolshoi em Joinville foi fundamental para tornar essa trajetória possível.
"A escola me abriu uma uma janela para o mundo. Eu estudo várias coisas e nada, se não fosse a dança e a escola, poderia ter aberto essa janela. Hoje eu conheço o mundo inteiro graças à dança. Eu sou uma pessoa que já poderia ter parado de trabalhar graças à dança, mas eu amo tanto o que eu faço, que eu continuo sempre explorando cada vez mais", disse.
Ao longo de 26 anos, a escola já formou mais de 500 bailarinos, dos quais 73% atuam profissionalmente na área da dança, espalhados por 29 países e cinco continentes.
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Pelo décimo ano consecutivo, a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil promoveu o Encontro de Egressos, uma celebração que já se tornou tradição em julho, quando Joinville recebe o maior festival de dança do mundo.
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