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Abre Aspas: Cleber Xavier relembra derrotas do Brasil nas Copas do Mundo de 2018 e 2022
ge — Futebol · 2026-07-28T07:01:01.000Z
Abre Aspas: Cleber Xavier relembra derrotas do Brasil nas Copas do Mundo de 2018 e 2022
Recém encerrada a Copa do Mundo de 2026, Cléber Xavier já está com os olhos na próxima edição do torneio, daqui a quatro anos. O treinador aceitou o desafio de classificar a Venezuela para a Copa — algo ainda inédito na história da seleção. Ele voltou ao posto de auxiliar, assim como em 2018 e 2022, quando foi o braço direito de Tite com o Brasil.
— O que me fez ir para a Venezuela... Eu já vinha acompanhando o trabalho de base deles, os enfretamentos da equipe principal com o Brasil, os jogadores espalhados pelo mundo. Era a ideia de fazer uma renovação, o desafio de colocar na Copa do Mundo uma seleção que nunca esteve lá — contou Cléber Xavier, em papo com o ge por telefone.
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Cléber Xavier é auxiliar técnico da seleção da Venezuela desde janeiro
O treinador ex-Santos viajou para Caracas neste domingo, depois de passar o último mês no Brasil. Os terremotos que arrasaram a Venezuela em junho afetaram o retorno ao trabalho na federação venezuelana de futebol (FVF). Cléber Xavier já tinha se mudado para a capital do país, por exigência da federação no contrato de quatro anos.
Cléber foi anunciado como auxiliar da nova comissão técnica da Venezuela em janeiro. Também fazem parte do grupo o preparador de goleiros Mario Marín, com passagem pela Colômbia, e o preparador físico Óscar Ortega, que já esteve no Atlético de Madrid e no Uruguai.
Tragédia na Venezuela completa um mês
A FVF buscou um técnico sul-americano com experiência nas Eliminatórias e na Copa do Mundo, mas não encontrou alguém que aceitasse o convite. Como opção, promoveu ao cargo principal Oswaldo Vizcarrondo, ex-zagueiro com mais de 10 anos de seleção venezuelana, e que dirigia a equipe nacional sub-17.
A intenção da federação com esse movimento foi levar para a seleção adulta não só Vizcarrondo, mas outros profissionais que desenvolviam o projeto "DNA Vinotinto" nas categorias de base. Os estrangeiros agregariam experiência internacional à comissão e qualificariam o trabalho. A FVF valoriza a integração entre base e o time principal, algo que Cléber Xavier vê em falta no Brasil.
— Não é integrado, deveria ser mais. O maior exemplo que eu falo disso, que quando a gente passou (na seleção principal), a gente tinha uma relação muito forte com outros treinadores, Jardine, Amadeu, Micale, Paulo Victor. A Espanha traz esse exemplo. Isso deveria ter um comando mais unificado, e sempre teve dois, um de base e um profissional. Falta muito ao futebol brasileiro, de maneira geral, a palavra continuidade. Não damos continuidade aos processos. E isso impacta para os resultados virem. A questão dos clubes cederem jogadores, por exemplo.
Cléber Xavier é auxiliar técnico da seleção da Venezuela desde janeiro
Cléber Xavier se sente hoje o "segundo treinador" da Venezuela, "com toda a liberdade". Não considera um passo atrás na carreira voltar a ser auxiliar, depois do trabalho de 15 jogos no Santos em 2025. Seu objetivo agora é levar a seleção à Copa do Mundo de 2030.
Ele acompanhou a última edição da Copa como um amante do futebol e não como técnico. Em sua avaliação, o Brasil pagou em 2026 o preço por um ciclo de quatro anos ruim, com muitas mudanças. Além disso, outras seleções evoluíram, e os desfalques por lesão pesaram.
— O principal problema todo mundo sabe, o ciclo não foi bom. Não dá para fazer uma boa seleção sem um ciclo organizado, é difícil. Hoje é fundamental ter. A partir de agora o Ancelotti vai ver (os jogadores), vai fazer uma nova lista larga, com até quatro nomes para cada posição, com as ideias dele... Vai formar uma equipe para chegar na próxima Copa. Aí sim a gente pode ter uma esperança maior — comentou.
A nova comissão técnica da seleção adulta da Venezuela; Cléber Xavier (direita) é o auxiliar