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O empate por 1 a 1 com o Sport mostrou um Cuiabá diferente da partida contra o Atlético-GO. O time teve mais agressividade ofensiva, criou oportunidades e apresentou evolução na movimentação dos jogadores de frente, mas voltou a expor…
ge — Futebol · 2026-07-28T07:00:08.000Z
O empate por 1 a 1 com o Sport mostrou um Cuiabá diferente da partida contra o Atlético-GO. O time teve mais agressividade ofensiva, criou oportunidades e apresentou evolução na movimentação dos jogadores de frente, mas voltou a expor dificuldades na construção das jogadas.
Sem a bola, a equipe se organizou no 5-4-1 e conseguiu controlar os espaços sem recuar excessivamente ou adiantar demais a marcação. O posicionamento intermediário dificultou a criação do Sport e manteve o adversário distante da área em boa parte do primeiro tempo.
O desafio aparece na transição para o ataque. A formação com três zagueiros e uma segunda linha mais preenchida aumenta a proteção defensiva, mas reduz as opções para conectar os setores e aproximar o meio-campo dos jogadores de frente.
Um dos principais pontos de atenção está na função de Raul e Calebe. Os dois acabam ocupando espaços semelhantes dentro de campo. Raul atua como primeiro volante e, em alguns momentos, Calebe fica em uma posição muito próxima, praticamente fazendo uma função parecida. Isso diminui uma opção de passe no meio-campo e dificulta a chegada da bola ao ataque.
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No gol sofrido contra o Sport, Perotti recebeu a bola com liberdade dentro da área. Raul estava atrás do atacante e não conseguiu reduzir o espaço nem retardar a progressão da jogada. Veja o lance do gol:
Sport 1 x 1 Cuiabá - assista aos melhores momentos do jogo pela 20ª rodada da Série B
Calebe demorou a definir. A hesitação permitiu que Perotti invadisse a área sem sofrer o combate necessário e finalizasse com liberdade para marcar. Veja a imagem abaixo pouco antes do atacante do Sport receber o passe dentro da área
Cuiabá x Sport pela Série B
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Na parte ofensiva, o Cuiabá teve uma evolução importante. Jean Dias e Rodrigo Rodrigues conseguiram dar profundidade pelos lados, enquanto Fábio Gomes apresentou uma movimentação melhor e participou mais das ações ofensivas.
Mesmo com menos posse de bola, finalizações e passes que o Sport, o time conseguiu ser mais objetivo. A reação após sofrer o gol também foi um ponto positivo, com Fábio Gomes marcando de cabeça após cruzamento de Lorenzo.
Meio de campo
Para melhorar a criação, o Cuiabá precisa encontrar uma alternativa para o meio-campo. Sem um reforço para a posição, David Miguel e Pepê - que desfalcou a equipe contra o Sport por suspensão - aparecem como as principais opções para atuar mais próximos do ataque.
O problema está no modelo de jogo de Eduardo Barros. A necessidade de recomposição defensiva faz com que ambos atuem longe da área adversária, reduzindo a participação na construção das jogadas. Além disso, por desempenharem uma função diferente de suas principais características, acabam cometendo mais faltas.
Não por acaso, David Miguel divide com Douglas Teixeira, do Avaí, a liderança em cartões amarelos da Série B, com nove advertências.
No caso de Pepê, a exigência física também pesa. O constante vai e vem entre defesa e ataque provoca desgaste ao longo da partida, reduzindo sua intensidade na etapa final e, consequentemente, sua influência na organização ofensiva.
David Miguel, do Cuiabá, divide bola com Zé Gabriel, do Sport
Com as dificuldades para criar e finalizar as jogadas, o Cuiabá chegou a 15 gols em 20 partidas e segue entre os três piores ataques da Série B.
O próximo compromisso será diante do Fortaleza, na Arena Pantanal. Com 13 dias de preparação, Eduardo Barros terá tempo para buscar soluções que aumentem o poder ofensivo da equipe e ofereçam mais alternativas na construção das jogadas.
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