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Ato pró Lula reúne multidão na Avenida Paulista
G1 — Brasil · 2026-10-11T16:36:32.000Z
Ato pró Lula reúne multidão na Avenida Paulista
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, neste domingo (11), de um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, que reuniu aliados e apoiadores. Entre as autoridades presentes estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin, a ministra Marina Silva, o deputado federal Guilherme Boulos e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues.
A manifestação ocorreu no Masp, a partir das 11h, e integrou a agenda de mobilização de entidades ligadas à educação, à ciência e à tecnologia, que divulgaram uma carta conjunta em defesa da educação, da ciência e da democracia.
A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), junto a entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC), convocou a mobilização para defender o financiamento público da educação e da pesquisa, a valorização de professores e cientistas e a autonomia universitária.
As entidades também convocaram o Dia Nacional de Educação e Ciência na Rua, marcado para 15 de outubro, Dia do Professor. A mobilização prevê ações em todo o país, como aulas abertas, atividades de extensão, atendimentos de saúde, feiras científicas e panfletagens.
Durante conversa com a imprensa, Lula afirmou que a semana será marcada por votações e debates importantes. Entre os temas citados pelo presidente estão o fim da escala de trabalho 6 por 1, a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e as medidas que, segundo ele, seu adversário pretende adotar caso seja eleito.
Sobre a escala 6 por 1, Lula disse que a votação está marcada para quarta-feira e afirmou que a oposição terá de demonstrar se é favorável à ampliação dos dias de descanso dos trabalhadores.
Lula conversa com jornalistas durante ato na Avenida Paulista
Questionado sobre a possibilidade de adiamento da votação para depois do segundo turno, respondeu que a questão já havia sido conversada com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e que a data estava definida.
“A única coisa que a oposição pode fazer é demonstrar se eles vão ter coragem de votar contra ou a favor. O que eles não podem é tentar protelar para enganar o povo depois das eleições. É agora. Agora é a hora da verdade”, declarou.
O presidente também mencionou a PEC da Segurança Pública, afirmando que a proposta prevê a participação do governo federal na área e permitirá definir o papel da União e dos municípios no combate ao crime organizado. “Para o povo trabalhador, para a comunidade, para o território, proteção. Para os bandidos, prisão”, disse.
Lula também criticou o que chamou de possíveis cortes de direitos por parte de seu adversário, comparando as medidas ao governo de Milei, na Argentina. Segundo ele, as propostas poderiam atingir a população mais pobre e os aposentados.
Questionado sobre a decisão do ministro Nunes Marques que derrubou o canal do deputado federal André Janones, Lula classificou a medida como um absurdo e afirmou que os advogados de sua candidatura deverão pedir explicações à Justiça Eleitoral.
O presidente disse perceber decisões que considera tendenciosas contra sua candidatura e criticou o que avaliou como interferência da Justiça Eleitoral no processo eleitoral. Também afirmou que seu partido pretende recorrer à Justiça para buscar equilíbrio nas redes sociais.
“Não vamos aceitar intromissão indevida da Justiça Eleitoral na eleição”, declarou.
Ato pró Lula reúne multidão na Avenida Paulista
Ato pró Lula reúne multidão na Avenida Paulista