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Mexidas dão vida ao ataque rubro-negro em noite de liderança mantida

É inegável que Carrascal foi o nome da vitória do Flamengo sobre o Fluminense na noite deste domingo, no Maracanã. Além do gol do triunfo que manteve a equipe na liderança do Brasileirão 2026, o meia foi o jogador mais produtivo do time. A…

ge — Futebol · 2026-10-11T22:36:20.000Z

É inegável que Carrascal foi o nome da vitória do Flamengo sobre o Fluminense na noite deste domingo, no Maracanã. Além do gol do triunfo que manteve a equipe na liderança do Brasileirão 2026, o meia foi o jogador mais produtivo do time. A chave para vencer, no entanto, esteve também no ganho de agressividade que o ataque da equipe teve com as entradas de Bruno Henrique e Freitas.

Rossi é outro nome que merece destaque. Fez duas excelentes defesas no 2º tempo. Uma delas na reta final do duelo. Precisava de uma atuação segura depois da noite vacilante na Vila Belmiro. O Fluminense cresceu depois de ficar atrás no placar. Teve bons acréscimos vindos do banco e reclama com justiça da não expulsão de Pulgar na 1ª etapa.

Leonardo Jardim não teve Jorginho e Arrascaeta. Saúl e Lucas Paquetá formaram o meio com Erick Pulgar. Léo Ortiz voltou ao time, assim como Varela. Danilo e Emerson Royal começaram no banco. Carrascal partiu do lado direito.

Marcão optou por preservar Guga, Thiago Silva, Hércules, Ganso e Hulk, que começaram no banco. Samuel Xavier, Ignácio, Nonato, Lucho Acosta e Castillo foram titulares. Canobbio e Soteldo voltaram ao time. Renê seguiu como desfalque. Guilherme Arana iniciou a partida na lateral-esquerda novamente.

Como Flamengo e Fluminense iniciaram o clássico válido pela 30ª rodada do Brasileirão 2026

Apesar dos bons primeiros minutos do Flamengo e de alguns instantes de retenção de bola no ataque por parte do Fluminense, o 1º tempo no Maracanã foi morno. Muito em virtude da dificuldade das duas equipes para ganhar constância e agressividade naquilo que poderiam fazer de melhor. Mesmo assim, o Rubro-Negro poderia ter tido uma vitória parcial caso Pedro não perdesse uma chance clara.

O centroavante manteve o nível da maioria de suas atuações recentes pelo clube. Pouco intenso, passando a sensação de certa displicência em diversos lances. Contribuiu pouco com a marcação na saída de bola do Fluminense, algo que gerou lances de perigo com Samuel Lino, mas que não teve continuidade e regularidade por parte da equipe de Leonardo Jardim.

É verdade também que o Flamengo poderia ter ficado mais uma vez com um jogador a menos. Neste caso ainda na 1ª etapa. Pulgar acertou um pontapé no joelho de Castillo e só levou o amarelo. O chileno fez dupla burocrática com Saúl até o intervalo, mas Carrascal e Samuel Lino compensaram ao buscarem algumas combinações com Paquetá e ao realizarem boas jogadas individuais.

O colombiano deixou Lucas Paquetá em ótimas condições ao superar Guilherme Arana pela direita, mas Fábio pegou. O goleiro foi bem também em outra finalização de Paquetá, além de deter Léo Ortiz e Samuel Lino em arremates perigosos. Trabalhou muito mais do que Rossi. Apesar do bom funcionamento do sistema defensivo tricolor quando a proposta era marcar de forma compacta atrás.

Pulgar e Castillo

O Fluminense contou com a mobilidade de Martinelli para gerar opções de passe aos zagueiros pressionados. Nonato e Lucho Acosta também sem moveram para fazer o time de Marcão progredir com a bola de pé em pé. E isso ajuda a explicar a posse de bola de maior em relação ao rubro-negro nos 51 minutos de 1º tempo.

O problema foi transformar o cenário em mais agressividade ou jogadas de real perigo. Canobbio e Soteldo circularam muitas vezes para o centro, ajudaram na manutenção da posse, mas não encontraram maneiras de progredir na direção da área ou realizar jogadas individuais pelos flancos. Samuel Xavier e Arana foram pouco participativos neste aspecto.

Castillo saiu bastante da área e se conectou com os companheiros. Mas não teve precisão nas duas bolas que recebeu para finalizar. Lucho Acosta foi quem mais o serviu. Quando se postava em seu próprio campo, o Flamengo perdia agressividade no combate ao homem da bola, e não conseguia subir o bloco com intensidade se o Fluminense tocase para trás. Por isso também a alta posse tricolor.

Léo Ortiz e Ignácio em dividida

Samuel Lino e Carrascal mantiveram-se como as peças mais criativas do Flamengo no início do 2º tempo. Mas sentiam falta de um Pedro mais ligado no jogo. Lucas Paquetá lutava, mas oscilava tecnicamente. Marcão mexeu duplamente antes dos 15 minutos. Lucho Acosta e Soteldo deram lugar a Paulo Henrique Ganso e Kevin Serna.

Os dois protagonizaram uma ótima jogada de contragolpe logo depois. Serna arrancou pela esquerda e serviu Ganso, que deixou de letra para Martinelli bater no canto de Rossi. O arqueiro rubro-negro fez grande defesa. Leonardo Jardim se cansou da pasmaceira de Pedro e da ineficiência de Saúl pouco depois. Colocou Freitas e Bruno Henrique como dupla de frente. Recuou Paquetá para volante.

Foi o suficiente para dar mais agressividade ao ataque rubro-negro. O gol não demorou a sair. Lucas Paquetá recebeu na meia-esquerda e cruzou com extrema precisão para Carrascal abrir o placar. Mesmo sem tocar na bola, Bruno Henrique foi determinante na jogada. Atacou as costas de Millán e atraiu a atenção de Arana, que por sua vez deixou espaço para Carrascal finalizar.

Carrascal comemora gol contra Fluminense

Hulk e Savarino foram as apostas de um Fluminense que aumentara novamente sua posse de bola com a desvantagem no placar. Canobbio e Castillo saíram. Era a vez de o Flamengo se fechar no seu campo de defesa e o Tricolor trocar passes mais objetividade na intermediária ofensiva. Marcão gastou sua última troca com a entrada de Wesley Natã. Martinelli saiu. Ganso foi recuado.

No rubro-negro, Lucas Paquetá e Samuel Lino cederam lugar a De La Cruz e Plata. Danilo na vaga de Carrascal foi a última cartada de Leonardo Jardim para defender o resultado. O Fluminense passou boa parte do tempo restante pressionando. Assustou em duas cobranças de falta de Hulk e com Kevin Serna, que perdeu ótima oportunidade após excelente jogada de Wesley Natã pela direita.

A atuação do Flamengo passou longe de ser brilhante, mas em dia apagado de seu principal atacante, contou com peças de outros estilos vindas do banco de reservas para ganhar duelos contra a defesa tricolor.

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