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Pastor morre após realizar cirurgia para corrigir má-formação no cérebro, em Goiás
G1 — Brasil · 2026-10-12T15:43:09.000Z
Pastor morre após realizar cirurgia para corrigir má-formação no cérebro, em Goiás
Daniel Dantas, o pastor que morreu após uma cirurgia na cabeça, descobriu a malformação cerebral depois que passou mal enquanto pilotava um avião há cerca de 20 anos, de acordo com sua esposa. Ao g1, Helena Dantas disse que o casal decidiu que Daniel faria a cirurgia há um ano depois de uma recomendação médica.
Daniel morreu nesta sexta-feira (8), por volta das 21h30. A esposa do pastor conta que o marido vivia bem com a condição, fazendo uso de medicamentos, e tinha crises em situações de estresse ou quando ficava muito cansado.
Segundo ela, o episódio que provocou a descoberta da condição do marido aconteceu quando ele tinha cerca de 24 anos e trabalhava como piloto de avião, transportando malotes bancários.
"Ele teve uma crise convulsiva em voo. E aí, caindo pra morrer, ele conseguiu recobrar a consciência, pousar o avião. Então, ele veio pra Goiânia, fez os exames e foi aí que constatou o problema dele", disse ela.
Pastor que morreu após cirurgia na cabeça descobriu malformação após passar mal enquanto pilotava avião, diz viúva
Arquivo pessoal/Helena Dantas
De acordo com ela, nessa época não foi recomendada nenhum tipo de cirurgia porque existia um risco alto de morte ou sequelas muito graves. Entretanto, por causa da malformação, Daniel teve que deixar de ser piloto.
"Foi a época que ele voltou para a igreja. Na época, ele estava afastado de Deus. Foi a forma que Deus usou, querendo ou não, para ele voltar para o lugar para exercer o chamado dele", disse Helena.
Decisão de fazer a cirurgia
Helena conta que há 5 anos o casal manteve os exames em dia para acompanhar a evolução da condição do marido, quando um médico recomendou um procedimento chamado de cateterismo cerebral.
Pastor morre após realizar cirurgia para corrigir má-formação no cérebro, em Goiás
"Através desse cateterismo, iriam fazer um procedimento chamado embolização. Jogar uma "cola" onde estava a malformação e paralisar o "furto" de sangue que estava tendo naquele lugar, para eliminar o risco de AVC (Acidente Vascular Cerebral)", explicou.
Segundo ela, o médico de Daniel disse ao casal que o local era uma região de fácil acesso e que a malformação estava no tamanho ideal para que o procedimento fosse realizado.
"Senão, jamais ele iria querer fazer e nem eu teria deixado", desabafou.
O g1 entrou em contato com o médico do pastor para mais detalhes sobre a cirurgia e aguarda retorno.
Depois da cirurgia, Helena foi informada de o procedimento havia corrido bem, mas que houve um sangramento e que precisariam colocar um dreno no local para retirar o sangue.