ITATIBA1
'Gostaria de ser a primeira mulher presidente do Senado', diz Tereza Cristina
G1 — Política · 2026-10-12T17:37:11.000Z
'Gostaria de ser a primeira mulher presidente do Senado', diz Tereza Cristina
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou nesta segunda-feira (12) que gostaria de ser a primeira mulher a presidir o Senado Federal. Ela disse que já conversou com o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e com outros senadores sobre a possibilidade.
Em entrevista ao Estúdio i, Tereza Cristina afirmou que está na metade de seu mandato de oito anos e que ainda não sabe se disputará uma nova eleição. Por isso, gostaria de deixar um legado, especialmente para as mulheres.
“Eu sempre disse que gostaria de ser a primeira mulher presidente do Senado, mesmo porque eu tenho comigo que esse talvez seja o meu único mandato no Senado, eu não sei se eu quero disputar outro, e eu gostaria de deixar um legado, principalmente para as mulheres”, afirmou.
Ela disse que tem conversado com colegas sobre a sucessão, mas ressaltou que a escolha dependerá da composição da Casa a partir de 2027.
Questionada se disputaria o cargo contra Alcolumbre, Tereza Cristina afirmou que essa possibilidade não foi descartada.
“Isso nunca foi colocado, eu sempre disse a ele que eu gostaria de ser a sua sucessora, a sua sucessora pode ser agora ou pode ser depois, então a gente tem que ver como é que as coisas vão se encaminhar”, disse.
A parlamentar também citou o senador Rogério Marinho (PL-RN), que tem interesse em disputar a presidência do Senado, e disse ter maior alinhamento político com ele.
“É claro que eu, sendo uma senadora de centro-direita, eu vou estar muito mais alinhada com o Rogério Marinho, que também tem essa pretensão”, afirmou.
Segundo Tereza Cristina, as articulações para a escolha do próximo presidente do Senado também dependerão do resultado do segundo turno presidencial.
PEC da escala 6x1
Tereza Cristina também comentou sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1, cuja votação está prevista para quarta-feira (14).
A senadora afirmou que pretende discutir com a oposição a apresentação de emendas para alterar o texto. Ela considera que a proposta precisa de mais debate sobre os possíveis impactos na economia e no emprego.
“Mas vai ser colocada para votar, eu acho que talvez a pressa seja eleitoreira, nós precisaríamos ter mais tempo para essa discussão, mas tudo indica que será colocado na quarta-feira, e aí nós vamos ter que votar, vamos votar, e tentar talvez algumas emendas para tentar melhorar a PEC, porque eu acho que ela pode ser melhorada”, disse.
Para Tereza Cristina, o principal problema é incluir na Constituição regras sobre a escala de trabalho, diante das diferenças entre os setores da economia.
A senadora afirmou que a redução dos dias trabalhados precisa ser discutida com cuidado para evitar possíveis impactos sobre os preços e a disponibilidade de trabalhadores em determinadas atividades.
Ela ressaltou, porém, que não é contrária à ampliação do descanso semanal dos trabalhadores.
Impeachment de ministros do STF
Tereza Cristina também afirmou que vê espaço no Senado, a partir de 2027, para discussões sobre pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo ela, o tema esteve presente na campanha de candidatos ao Senado e deverá ser cobrado dos parlamentares eleitos.
“Eu vejo ambiente sim, vejo que foi uma pauta”, afirmou.
A senadora disse que a discussão sobre a atuação do Supremo não deve ser a única prioridade da próxima legislatura, mas avaliou que o tema ganhou importância nas eleições.
“Infelizmente, esse foi um tema que foi central nessas eleições e nós seremos cobrados, sim, por abrir para investigar o que está acontecendo, os fatos que estão aí postos sobre o Supremo Tribunal Federal”, disse.
Senadora Tereza Cristina (PP-MS).
Andressa Anholete/Agência Senado
gostaria de ser a prmeira mulher presidente do senado