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Com dólar mais baixo, gastos de brasileiros no exterior batem recorde no 1º semestre

Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 12,61 bilhões no primeiro semestre deste ano, informou o Banco Central (BC) nesta terça-feira (28).

G1 — Brasil · 2026-07-28T11:57:10.000Z

Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 12,61 bilhões no primeiro semestre deste ano, informou o Banco Central (BC) nesta terça-feira (28).

Isso representa um crescimento de 22,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando somaram US$ 10,3 bilhões.

Esse também é o maior valor para os seis primeiros meses de um ano desde o início da série histórica do BC, em 1995.

Passagens, despesas com hotéis e gastos com produtos e serviços no exterior, por exemplo, são influenciados ou cotados em moeda estrangeira.

Com isso, quando o dólar está mais baixo, os brasileiros acabam tendo gastos menores com esses itens.

Nesta segunda-feira (27), o dólar fechou em alta de 0,60%, cotado a R$ 5,11. Mesmo assim, no ano, o recuo acumulado foi de 6,87%.

A queda do dólar acontece em meio à tensões no Oriente Médio. A percepção do mercado é de que o Brasil, por ser um exportador de petróleo, se encontra em situação melhor do que outras economias e que a venda do produto contribui para o ingresso de divisas no país (valorizando o real).

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Ainda de acordo com o BC, o déficit das contas externas brasileiras recuou 16,34% no primeiro semestre deste ano.

🔎 O termo déficit indica que as despesas foram maiores do que as receitas no período.

Segundo a instituição, a conta de transações correntes registrou saldo negativo de US$ 27,47 bilhões nos seis primeiros meses deste ano, em comparação com um rombo de US$ 32,85 bilhões no mesmo período do ano passado.

O resultado em transações correntes, um dos principais indicadores sobre o setor externo do país, é formado por:

balança comercial: que é o comércio de produtos entre o Brasil e outros países;

serviços: adquiridos por brasileiros no exterior; e

rendas: remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior.

O Banco Central costuma explicar que o tamanho do rombo das contas externas está relacionado com o crescimento da economia.

Quando cresce, o país demanda mais produtos do exterior e realiza mais gastos com serviços também. Com a desaceleração da economia, o déficit tende a diminuir.

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Investimentos diretos sobem

O BC também informou que os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira registraram aumento no primeiro semestre de 2026.

Os estrangeiros trouxeram US$ 47 bilhões em investimentos entre janeiro e junho de 2026, contra US$ 35,4 bilhões no mesmo período do ano passado.

Mesmo com a queda, foram suficientes para financiar o déficit em transações correntes registrado nos dois primeiros meses deste ano.

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