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Mais de 30 trabalhadores sem água potável e banheiros são resgatados de fazenda de café em MG

Fiscalização resgata 32 trabalhadores em situação análoga à escravidão

G1 — Brasil · 2026-07-28T15:58:08.000Z

Fiscalização resgata 32 trabalhadores em situação análoga à escravidão

Trinta e dois trabalhadores da colheita manual de café, submetidos a condições análogas à escravidão, foram resgatados de uma fazenda na zona rural de Perdizes, no Alto Paranaíba. A ação ocorreu durante uma operação da Auditoria-Fiscal do Trabalho realizada em 21 de julho e divulgada nesta semana.

Durante a fiscalização, os auditores-fiscais constataram diversas irregularidades trabalhistas e relacionadas à saúde e à segurança dos trabalhadores. Entre elas, estavam a ausência de registro em carteira, jornadas extensas e falta de intervalos regulares para descanso.

Os nomes da fazenda e do empregador não foram divulgados.

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Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, os 32 trabalhadores atuavam na colheita manual de café sem registro prévio em carteira e em um ambiente que não garantia condições mínimas de dignidade durante a jornada de trabalho.

De acordo com a Auditoria-Fiscal do Trabalho, foi assegurado aos trabalhadores resgatados o pagamento de aproximadamente R$ 1,09 milhão. Do total, cerca de R$ 410 mil correspondem a verbas rescisórias, R$ 608 mil a indenizações por danos morais individuais, além do recolhimento de aproximadamente R$ 60 mil.

Além disso, o empregador foi notificado a interromper imediatamente as atividades de colheita, regularizar os vínculos empregatícios, efetuar as rescisões dos contratos de trabalho e quitar integralmente as verbas rescisórias devidas aos trabalhadores.

Trabalhadores não tinham local adequado para alimentação

Auditoria-Fiscal do Trabalho/Divulgação

Falta de água potável e banheiros

Segundo os auditores-fiscais, os trabalhadores atuavam sem as condições mínimas de saúde, higiene e segurança exigidas pela legislação.

Entre as irregularidades encontradas estavam a ausência de água potável nas frentes de trabalho, a inexistência de instalações sanitárias e de local adequado para refeições e descanso. Também foi constatado que não eram fornecidos equipamentos de proteção individual (EPIs) nem materiais de primeiros socorros.

A fiscalização também apontou a inexistência de exames médicos admissionais, a ausência de comprovação de vacinação antitetânica e a falta de medidas voltadas à prevenção de riscos ergonômicos.

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Além das verbas rescisórias e indenizações asseguradas aos trabalhadores resgatados, também foram emitidas guias do Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado. O benefício garante o pagamento de seis parcelas de um salário mínimo para cada trabalhador, assegurando proteção social imediata e condições mínimas de subsistência enquanto buscam uma nova colocação no mercado de trabalho.

A operação da Auditoria-Fiscal do Trabalho contou com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).

Resgate trabalhadores Perdizes (MG)

Auditoria-Fiscal do Trabalho/Divulgação

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