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Fifa divulga plano para venda de ações a investidores privados, e Uefa se posiciona contra

Gianni Infantino, presidente da FIFA, chega ao estádio da final da Copa

ge — Futebol · 2026-07-28T16:07:48.000Z

Gianni Infantino, presidente da FIFA, chega ao estádio da final da Copa

A Fifa divulgou nesta terça-feira que pretende vender participações minoritárias através de novo programa comercial avaliado em US$ 20 bilhões (R$ 102,5 bilhões). O plano foi divulgado inicialmente em reportagem divulgada pelo jornal "The Times".

Gianni Infantino e Donald Trump na final da Copa do Mundo

Isso seria possível através da criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma nova subsidiária de propriedade e controlada pela entidade, que consolidaria as operações comerciais e de eventos da Fifa.

Em abril de 2026, durante o Congresso da Fifa em Vancouver, no Canadá, Gianni Infantino já havia manifestado a intenção de "libertar o potencial comercial e as oportunidades que a Fifa tem".

— O futebol é o esporte mais popular do mundo e um motor extraordinário para o desenvolvimento humano e social. Alguns aspectos do jogo transformaram essa popularidade em um valor comercial notável – e nós celebramos esse sucesso e queremos que ele continue, porque impulsiona todo o esporte. Nossa missão é garantir que o restante do futebol cresça junto: a Fifa existe para apoiar o desenvolvimento sustentável e inclusivo em todos os cantos do mundo.

Uefa se posiciona contra

A Uefa se manifestou de forma contrária à iniciativa da Fifa, considerou o movimento perigoso e foi além, afirmando que a negociação dos referidos direitos se dariam com "zero transparência". Veja abaixo a nota da Uefa:

"Isso cruza uma linha que as instituições governamentais do futebol nunca deveriam cruzar. A UEFA leva isso extremamente a sério. Toda Associação Nacional de Futebol também deveria. Todo stakeholder também: ligas, clubes, jogadores, torcedores, governos e todos que se importam com o futuro do esporte.

A alma e a governança do futebol não são ativos para negociar — especialmente com zero transparência quanto a quem ganha financeiramente. Nenhum de nós é dono do futebol. Não cabe à Fifa vendê-lo.”

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