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Adolescente de 16 anos que matou quatro pessoas em escola nos EUA é condenado à prisão perpétua

Colt Gray foi condenado a prisão perpétua depois de assassinar quatro pessoas em um tireoteio na escola onde estuda na Geórgia, nos EUA

G1 — Brasil · 2026-07-28T20:46:24.000Z

Colt Gray foi condenado a prisão perpétua depois de assassinar quatro pessoas em um tireoteio na escola onde estuda na Geórgia, nos EUA

Jason Getz / AP

Um adolescente de 16 anos foi condenado a prisão perpétua no estado da Geórgia, nos EUA, após matar quatro pessoas em uma escola em 2024. Colt Gray não terá possibilidade de liberdade condicional.

O caso ocorreu em 4 de setembro de 2024, na Apalachee High School, no condado de Barrow, a cerca de 73 quilômetros de Atlanta.

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Gray tinha 14 anos na época do ataque e foi julgado como adulto. Na sexta-feira (24), ele se declarou culpado por 55 acusações, incluindo quatro homicídios.

O juiz Nicholas Primm, do Tribunal Superior do Condado de Barrow, decidiu que o adolescente nunca poderá deixar a prisão após ouvir familiares das vítimas, sobreviventes, investigadores, especialistas e a avó do réu.

A promotoria pediu a pena máxima. O promotor Brad Smith afirmou que Gray "não pode estar na sociedade".

"Não vimos nenhuma evidência de que ele tenha capacidade de desenvolver uma consciência ou de valorizar plenamente a vida humana", disse.

A defesa argumentou que o adolescente ainda poderia mudar. O advogado Charlton Allen afirmou que Gray "não está irreversivelmente destruído" e disse que a possibilidade de liberdade condicional poderia representar uma "oportunidade de esperança".

Ataque fez quatro vítimas em escola da Geórgia

O ataque matou os professores Richard Aspinwall, de 39 anos, e Cristina Irimie, de 53 anos, além dos estudantes Mason Schermerhorn e Christian Angulo, ambos de 14 anos.

Outras nove pessoas ficaram feridas. Entre elas, um professor e oito alunos. Sete dos estudantes foram atingidos por tiros.

Familiares das vítimas falaram durante a audiência de sentença e, em sua maioria, pediram que Gray recebesse prisão perpétua sem direito à liberdade condicional.

Shayna Aspinwall, esposa do professor Richard Aspinwall, afirmou que os sobreviventes terão de lidar com "uma sentença de vida de luto e trauma".

Investigação apontou interesse por ataques em massa

Durante a audiência, investigadores afirmaram que Gray demonstrava admiração por outros autores de ataques em massa e conversava sobre esses crimes em comunidades online.

Segundo os promotores, ele falava sobre a possibilidade de ganhar notoriedade com um ataque em uma escola e acompanhava comentários sobre o próprio caso depois do massacre.

A promotoria apresentou gravações de ligações entre Gray e sua mãe, Marcee Gray, feitas enquanto ele estava em um centro de detenção juvenil.

Nas conversas, segundo os investigadores, ele pediu que a mãe verificasse o que as pessoas comentavam sobre ele na internet. Quando ela relatava desenhos e mensagens de apoio ao adolescente, ele perguntava sobre o alcance das publicações.

O promotor Brad Smith afirmou que Gray planejou o ataque para construir uma imagem dentro de uma comunidade online dedicada a crimes reais.

"O tiroteio não era o fim do plano. O tiroteio era apenas uma etapa do plano", disse.

Avó diz que adolescente precisava de ajuda

A defesa afirmou que Gray teve uma infância marcada por instabilidade e que encontrou apoio em comunidades virtuais porque não recebia a ajuda necessária em casa.

A avó materna do adolescente, Debbie Polhamus, disse que ele passou a apresentar comportamento agressivo antes do ataque e que tentou convencer os pais a buscar ajuda.

"Eu tentei ajudar Colt porque ninguém mais estava ajudando", afirmou.

Ela disse que visita o neto semanalmente no centro de detenção e que ele apresentou melhora com tratamento e medicamentos. Segundo ela, Gray passou a ler mais e pretende estudar para obter um diploma equivalente ao ensino médio.

O jovem foi colocado em um programa de acolhimento enquanto aguardava o julgamento porque seu pai estava preso e havia restrições ao contato com a mãe.

A diretora da Divisão de Serviços para Crianças e Famílias da Geórgia, Candice Broce, afirmou que o adolescente apresentou melhora durante o período de detenção. Segundo ela, após o início do tratamento e a restrição de contato com a mãe, funcionários disseram que a mudança "essencialmente o transformou em uma criança diferente".

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