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Votação ocorreu durante o 41º Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana, realizado em Manaus.
G1 — Brasil · 2026-07-28T22:31:59.000Z
Votação ocorreu durante o 41º Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana, realizado em Manaus.
Matheus Santos/Rede Amazônica
A Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) aprovou, nesta terça-feira (28), uma recomendação para que membros, diáconos, presbíteros e pastores não partinem apoiarem o movimento "Legendários" e outros grupos com características semelhantes. A decisão foi tomada durante o Supremo Concílio, assembleia geral da igreja, realizada em Manaus, e faz parte de uma resolução sobre doutrina e prática da denominação.
A medida classifica as práticas do grupo como incompatíveis com a tradição histórica e a doutrina reformada. Segundo o documento aprovado, o "Legendários" adota metodologias "pragmáticas, neopentecostais e experienciais" que vão contra os princípios das Escrituras Sagradas e da organização da igreja.
A orientação atende a uma consulta interna iniciada por integrantes da igreja no Tocantins, que cobravam uma posição oficial e rígida contra a expansão do movimento nas comunidades locais.
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Isolamento, privação e rituais motivaram veto
Para fundamentar a recomendação, a comissão teológica da IPB apontou desvios severos na metodologia usada pelo movimento. A igreja condenou o uso de isolamento na natureza e testes de resistência física e emocional como meios de formação espiritual, afirmando que essas dinâmicas de impacto psicológico reduzem o papel central da Bíblia e da rotina comunitária da denominação.
Além da privação física, o parecer aprovado no concílio criticou a mercantilização da fé e o sigilo em relação às atividades do grupo. A direção da IPB destacou que o uso de juramentos, uniformes padronizados, discursos motivacionais e técnicas de marketing transformam a vivência religiosa em uma "experiência de consumo", além de provocar divisões internas entre os membros das igrejas locais.
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O que é o 'Legendários'
Criado na Guatemala em 2015 e presente no Brasil desde 2017, o "Legendários" é um movimento voltado exclusivamente para homens que promete "restaurar o potencial masculino". A organização atrai empresários, atletas e políticos para desafios de imersão.
A principal atividade do grupo é um retiro de 72 horas em montanhas, com taxas cobradas por participante que giram em torno de R$ 1,5 mil. No período, os homens passam por privação e testes físicos sem contato com o mundo exterior, exatamente o formato que levou a Igreja Presbiteriana a proibir a adesão de seus fiéis.
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