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Voz do Setorista: Giba Perez explica suspeita de manipulação de Lucho Acosta
ge — Futebol · 2026-07-28T22:30:23.000Z
Voz do Setorista: Giba Perez explica suspeita de manipulação de Lucho Acosta
A CBF abriu investigação sobre o cartão amarelo de Lucho Acosta, do Fluminense, no empate com o Bragantino por 1 a 1, no último dia 17, pelo Brasileirão. A entidade recebeu um relatório que apontou volume anormal de apostas no cartão do meia, o que gerou um alerta de manipulação. E o que acontece agora? O argentino, que nega qualquer irregularidade, será punido? O ge explica.
+ Cartão de Acosta, do Fluminense, gera alerta de manipulação e investigação
Inicialmente, na semana passada, a CBF notificou o Fluminense de forma sigilosa. Na sequência, a entidade enviou informações sobre o caso às autoridades públicas e aos órgãos disciplinares desportivos para continuar a investigação. O procedimento é padrão em casos do tipo.
Lucho Acosta em Fluminense x Operário
O relatório enviado é preliminar e aponta a suspeita de manipulação no cartão recebido pelo argentino na partida contra o Bragantino (veja o lance no vídeo abaixo). A agência de monitoramento contratada pela Fifa vai enviar um documento mais completo, detalhando a quantia movimentada, a localização das apostas e dados dos apostadores.
+ Fluminense manterá Lucho Acosta em treinos e jogos enquanto aguarda investigação
Tudo isso será usado para averiguar se há ou não envolvimento do jogador com as apostas. A partir daí, o Ministério Público e o STJD vão avaliar se apresentam denúncia em suas diferentes esferas.
Lucho Acosta recebeu cartão amarelo em confusão no jogo entre Fluminense e Bragantino
Quais os passos seguintes?
Após a CBF distribuir informações sobre o caso, no âmbito cível o Ministério Público dá início à investigação e analisa se é necessário ou não dar sequência ao processo. Ao fim das investigações, define se apresenta denúncia à Justiça.
Um caso em que o MP apresentou denúncia ocorreu no ano passado. Alertas foram gerados em dois cartões amarelos recebidos pelo atacante Ênio, então no Juventude e atualmente na Chapecoense, em jogos do Brasileirão.
Depois da investigação, o MP denunciou o jogador por fraude e manipulação de competição esportiva e lavagem de bens, direitos e valores. A denúncia foi aceita pela Justiça do Rio Grande do Sul, e Ênio se tornou réu em abril deste ano.
No Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o processo é mais longo. O relatório da CBF gera uma notícia de infração ao órgão e, a partir disso, um inquérito é aberto. Nesta etapa, ocorre a solicitação de provas e informações às demais autoridades, como a Polícia Federal e o Ministério Público.
Ao fim do inquérito, que tem prazo de 15 dias para sua definição, o relator afirma se há ou não indícios de infração ao Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Se o relator optar por indiciamento do acusado, o caso vai à Procuradoria do STJD, que oferece a denúncia. Importante: o CBJD também prevê 60 dias para a pretensão punitiva disciplinar da Procuradoria. Ou seja, caso não haja denúncia neste período, há a extinção da punibilidade.
Marca-se, então, o julgamento em uma das comissões. Se condenado, Acosta será suspenso. A segunda instância de julgamento é o pleno.
Não há como prever qual será a decisão da Procuradoria. Em um caso recente, o de Bruno Henrique, do Flamengo, a Procuradoria o denunciou o atacante, em 2023, em dois artigos:
243: Atuar, deliberadamente, de modo prejudicial à equipe que defende. Pena: multa e suspensão de cento e oitenta a trezentos e sessenta dias.
243-A: Atuar, de forma contrária à ética desportiva, com o fim de influenciar o resultado de partida, prova ou equivalente. Pena: multa e suspensão de seis a doze partidas.
Inicialmente, Bruno Henrique foi condenado por forçar um cartão amarelo e beneficiar apostadores em um jogo contra o Santos, no Mané Garrincha, pelo Brasileirão - o caso começou com uma investigação da Polícia Federal. Ele pegou 12 jogos. Porém, após recurso do Flamengo, a pena foi substituída por uma multa de R$ 100 mil. Na Justiça do Distrito Federal, ele é réu e responderá por estelionato.
Confusão em Fluminense x Bragantino
Livre para atuar enquanto a investigação está em andamento, Lucho Acosta está concentrado para o jogo do Fluminense contra o Bahia, na quarta-feira, às 21h30, no Maracanã, válido pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro.
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