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Zidane segue os passos de outros ídolos que viraram técnicos das suas seleções; veja lista

Zidane estreia no comando da Seleção Francesa em setembro

ge — Futebol · 2026-07-29T05:00:35.000Z

Zidane estreia no comando da Seleção Francesa em setembro

Campeão mundial em 1998, vice na Copa de 2006 e um dos maiores nomes da história do futebol francês, Zinedine Zidane agora quer brilhar também como treinador da seleção nacional. Uma trajetória que repete os passos de ídolos de outras seleções campeãs mundiais.

A própria França tem dois exemplos. Um deles é o antecessor de Zidane: capitão da seleção na conquista da Copa de 98, Didier Deschamps foi o treinador da França nas últimas quatro Copas do Mundo, com um título (Rússia-2018) e um vice (Catar-2022). Deixou o cargo, como já era previsto, após levar o país à semifinal no Mundial deste ano, terminando em quarto lugar.

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O outro ídolo francês que representou o país dentro e à beira do campo foi Michel Platini: campeão da Eurocopa em 1984, o ídolo assumiu a seleção tão logo pendurou as chuteiras, em 1988, mas não conseguiu bons resultados nos quatro anos em que ficou no cargo: a França não se classificou para a Copa de 1990 e foi eliminada na primeira fase da Euro de 1992.

Brasil, Alemanha e Argentina também já apostaram em ídolos no comando da seleção, e não há um padrão nos resultados: há casos de grande sucesso, alguns tiveram bons momentos e outros saíram com resultados decepcionantes. A Itália, que tenta voltar aos trilhos após ficar ausente das últimas três Copas, esteve perto de seguir esse caminho, mas a aposta no ex-meia Andrea Pirlo terminou de forma polêmica, antes de mesmo da contratação ser confirmada, e acabou gerando uma crise na Federação Italiana de Futebol. A solução encontrada foi trazer de volta o técnico Roberto Mancini, que dirigiu a seleção entre 2018 e 2023.

Veja casos de ídolos do passado que dirigiram suas seleções:

ZAGALLO, Brasil (1970 a 1974, depois (1994 a 1998) - Bicampeão mundial com a seleção brasileira como jogador (1958 e 1962), Mario Jorge Lobo Zagallo teve sucesso também como técnico do Brasil. Campeão brasileiro (1968) e bi carioca (1967 e 1968) com o Botafogo, o jovem treinador assumiu a Seleção pouco antes da Copa de 1970, liderando um time de craques rumo ao tricampeonato mundial - Zagallo foi o primeiro a vencer a Copa como jogador e técnico, façanha repetida depois pelo alemão Franz Beckenbauer e o francês Didier Deschamps. Zagallo encerrou sua primeira passagem pela Seleção após o quarto lugar na Copa de 1974. Voltou a dirigir o Brasil 20 anos depois. Coordenador técnico na conquista do tetracampeonato mundial, na Copa de 1994, ele substituiu Carlos Alberto Parreira logo após o torneio. Conquistou a Copa América e a Copa das Confederações, ambas em 1997, e levou o Brasil ao vice-campeonato na Copa de 1998, derrotada na final pela França de Zidane, autor de dois gols na vitória por 3 a 0.

Zagallo no comando da seleção brasileira em 1997

Matthew Ashton - EMPICS / getty

FRANZ BECKENBAUER, Alemanha (1984 a 1990) - Maior nome da história do futebol alemão, o Kayser foi chamado para assumir a seleção em 1984, depois da campanha ruim na Eurocopa daquele ano - a Alemanha não passou da fase de grupos. Beckenbauer repetiu como técnico a excelência que mostrou em campo. Levou a Alemanha ao vice-campeonato na Copa de 1986, derrotada pela Argentina de Diego Maradona, foi semifinalista da Eurocopa de 1988, e alcançou o ápice com a conquista da Copa do Mundo de 1990, na Itália. Depois da Alemanha, dirigiu por meia temporada o Olympique de Marselha (também em 1990) e voltou a ter sucesso em dois trabalhos curtos no Bayern de Munique, com as conquistas do Campeonato Alemão de 1993/94 e a Copa da Uefa (hoje Liga Europa) de 1995/96.

MICHEL PLATINI, França (1988 a 1992) - O técnico Henri Michel deixou a seleção francesa em outubro de 1988, após o empate com o Chipre, ainda na segunda rodada das Eliminatórias para a Copa de 1990. A Federação Francesa decidiu apostar no ídolo Michel Platini, que tinha encerrado pouco antes a carreira vitoriosa de jogador - com a França, foi campeão da Eurocopa de 1984 e semifinalista nas Copa de 1982 e 1986. Como técnico, porém, não deixou saudades. Com só duas vitórias nas seis rodadas seguintes das Eliminatórias, a França ficou fora da Copa de 1990, em terceiro no seu grupo, atrás de Iugoslávia e Escócia. A queda na primeira fase da Eurocopa de 1992 decretou a saída de Platini do cargo de treinador da França.

PAULO ROBERTO FALCÃO, Brasil (1990 a 1991) - O volante clássico do Internacional, da Roma e da inesquecível seleção brasileira de 1982 recebeu a missão de espantar os fantasmas da Copa de 1990. A CBF entendeu que um dos problemas do Brasil, eliminado nas oitavas de final daquele Mundial, foi a falta de identificação dos jogadores com o futebol brasileiro - pela primeira vez, a lista de convocados tinha mais atletas que atuavam no exterior do que em clubes brasileiros (12 contra 10). A "solução" encontrada foi renovar a Seleção só com jogadores que atuavam no país. Falcão durou menos de um ano no cargo, deixando a Seleção após o vice na Copa América de 1991 - curiosamente, com quatro "estrangeiros" entre os convocados. Sua experiência de renovação abriu as portas para jogadores que iriam depois se firmar na seleção, como Cafu, Mauro Silva e Marcio Santos, campeões mundiais na Copa de 1994.

FRANK RIJKAARD, Holanda (1998 a 2000) - Assistente técnico da Holanda na Copa de 1998, o ex-meia Frank Rijkaard assumiu a equipe nacional no lugar de Guus Hekkink, que saiu após o terceiro lugar no Mundial. Um dos pilares da única conquista da seleção holandesa na história, a Eurocopa de 1988, Rijkaard não teve o mesmo sucesso como treinador. Na Euro de 2000, que o país sediou ao lado da vizinha Bélgica, a seleção holandesa parou na semifinal, e Rijkaard deixou o cargo após o torneio.

RUDI VÖLLER e JÜRGEN KLINSMANN, Alemanha (2000 a 2004/2004 a 2006) - A virada do século foi de apostas em ídolos do passado na seleção alemã. Curiosamente, os dois jogadores que formaram o ataque campeão mundial na Copa de 1990 se sucederam no comando da equipe, ambos sem experiência prévia como treinador. Rudi Völler assumiu o time em agosto de 2000, após a Alemanha ser eliminada na fase de grupos da Eurocopa. Conseguiu levar o país à final da Copa do Mundo de 2002, quando perdeu o título para o Brasil no Japão, mas dois anos depois a Alemanha caiu de novo na primeira fase da Euro. Foi a vez de Jürgen Klinsmann comandar a seleção, na preparação para a Copa de 2006, em casa. Surpreendeu ao levar uma equipe reformulada à semifinal, mas não foi suficiente para permanecer no cargo.

DUNGA, Brasil (2006 a 2010) - O fracasso de uma seleção brasileira repleta de astros na Copa de 2006 levou a CBF a radicalizar mais uma vez. Se o problema da equipe de Carlos Alberto Parreira foi a falta de dedicação e profissionalismo dos jogadores, a solução escolhida foi entregar o comando da Seleção ao ex-volante Dunga. Embora nunca tivesse sido técnico, o campeão mundial de 1994 tinha o perfil esperado: disciplinador ao extremo. O ciclo de preparação para a Copa seguinte foi de sucesso, com os títulos da Copa América de 2007 e da Copa das Confederações de 2009, mas no Mundial de 2010, na África do Sul, o Brasil repetiu o roteiro de quatro anos antes e caiu nas quartas de final, eliminado pela Holanda. Dunga chegou a dirigir o Internacional, entre 2012 e 2013, e retornou à seleção brasileira após a Copa de 2014, marcada pelo fiasco do 7 a 1, de novo com a missão de dar "identidade" ao time. Mas a segunda passagem não chegou a decolar, o ex-volante foi demitido em 2016 e nunca mais voltou a ser treinador.

Técnico Diego Maradona orienta Lionel Messi Copa do Mundo 2010 África do Sul Argentina x Mexico

Richard Heathcote/Getty Images

DIEGO MARADONA, Argentina (2008 a 2010) - Ao completar 15 anos sem título com a seleção principal, em 2008, a Argentina decidiu recorrer ao maior nome da história do futebol do país. A ideia de ter Diego Maradona treinando aquele que viria a ser seu sucessor no coração da torcida, o jovem Lionel Messi, parecia o plano perfeito para recolocar a seleção no caminho das vitórias. Na prática, porém, a Argentina não conseguiu encerrar o jejum, sendo eliminada nas quartas de final da Copa de 2010 com uma goleada de 4 a 0 para a Alemanha, dando fim à passagem de Maradona pela seleção. O gênio argentino, que morreu em 2020, aos 60 anos, teve outras experiências curtas como treinador depois da Argentina, em clubes sem expressão como Al-Wasl, Fujairah (ambos nos Emirados Árabes Unidos), Dorados de Sinaloa (México) e Gimnasia de La Plata.

DIDIER DESCHAMPS, França (2012 a 2026) - O antecessor de Zidane na seleção francesa fez história como jogador e treinador da equipe nacional. Capitão na conquista da Copa de 1998, o ex-volante virou técnico da França em 2012 e marcou época: em quatro Copas do Mundo, levou o país às quartas de final no Brasil-2014, ao título na Rússia-2018, ao vice-campeonato no Catar-2022 e se despediu com o quarto lugar na Copa de 2026.

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