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Iraque pede reunião urgente de segurança após ataques dos EUA e da Arábia Saudita

O primeiro-ministro iraquiano, Al - Ial - Zaidi.

G1 — Mundo · 2026-07-29T06:41:29.000Z

O primeiro-ministro iraquiano, Al - Ial - Zaidi.

Assessoria de Imprensa do Primeiro-Ministro/Divulgação via REUTERS

O primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, convocou uma reunião urgente de segurança após os ataques realizados pelos Estados Unidos e pela Arábia Saudita contra alvos ligados a grupos apoiados pelo Irã em território iraquiano, segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira (29).

Os bombardeios ocorreram horas depois de os EUA afirmarem ter interceptado um ataque surpresa iraniano contra tropas americanas no Oriente Médio. Segundo o Comando Central dos EUA (CentCom), mísseis balísticos lançados pelo Irã foram abatidos com sucesso. A Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter disparado mísseis contra instalações militares americanas na Jordânia.

Em resposta, Washington e Riad anunciaram ataques coordenados contra locais no leste do Iraque que, segundo os dois países, eram usados por grupos ligados ao Irã para planejar ataques com drones contra instalações petrolíferas sauditas. A Arábia Saudita afirmou que a operação foi uma resposta a recentes ataques contra estruturas de energia no reino e disse não buscar uma escalada do conflito, embora tenha prometido reagir a novas agressões.

A Autoridade de Mobilização Popular do Iraque (PMF, na sigla em inglês) informou que vários de seus quartéis-generais em diferentes regiões do país foram atingidos. Em comunicado, a organização disse que os ataques deixaram mortos e feridos, além de danos materiais em prédios e instalações. O grupo integra formalmente as forças armadas iraquianas, mas algumas de suas facções pró-Irã continuam atuando de forma autônoma.

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A nova troca de ataques eleva o risco de ampliação do conflito regional após alguns dias de relativa calmaria. O Irã negou qualquer envolvimento nos ataques contra alvos sauditas e classificou como um "grande erro de cálculo" as acusações de que Teerã estaria por trás das ações contra interesses americanos e sauditas na região.

O aumento das tensões também repercutiu no mercado internacional. Os preços do petróleo subiram mais de US$ 3 por barril nesta quarta-feira devido às preocupações com uma possível escalada do conflito.

Os ataques ocorrem em meio a uma disputa sobre o controle do estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa uma parcela significativa do petróleo e do gás natural liquefeito transportados por via marítima no mundo.

Nesta quarta-feira, o Irã rejeitou uma proposta apresentada por Omã para uma gestão regional compartilhada da passagem marítima, considerada uma das mais importantes para o comércio global de energia.

*Com informações da Reuters.

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