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Maurício Pereira passou boa parte da carreira tentando escrever de um jeito que nunca foi exatamente o seu. Admirador confesso da simplicidade de Erasmo Carlos e da canção popular direta, carregou por anos a sensação de que precisava ser…
Folha — Em Cima da Hora · 2026-07-29T07:00:00.000Z
Maurício Pereira passou boa parte da carreira tentando escrever de um jeito que nunca foi exatamente o seu. Admirador confesso da simplicidade de Erasmo Carlos e da canção popular direta, carregou por anos a sensação de que precisava ser mais inteligível, menos tortuoso. Só depois de décadas de carreira, de uma temporada na psicanálise e de um isolamento que coincidiu com a pandemia de Covid-19 , concluiu que a busca era inútil. Nunca seria aquele compositor. E, finalmente, deixou de tentar.
Leia mais (07/29/2026 - 04h00)