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Homem que morreu em rua de Catalão implorou por ajuda de moradores
G1 — Brasil · 2026-07-29T09:36:50.000Z
Homem que morreu em rua de Catalão implorou por ajuda de moradores
A esposa de Rafael Vinicius Silva de Souza, de 35 anos, que morreu após esperar por ambulância por mais de 2 horas, em Catalão, no sudeste de Goiás, contou que o marido sempre foi uma pessoa solícita, disposta a auxiliar os outros. Para Keila Silva, de 48 anos, ele não recebeu o mesmo tratamento nos últimos momentos da sua vida.
"O meu sentimento é de dor, é de revolta... é de angústia, de tristeza. Porque a vida toda Rafael ajudou as pessoas. E no dia que ele mais precisou, ninguém o estendeu a mão", afirmou.
Em entrevista ao g1, Keila, que é enfermeira, relatou que, naquela noite de 20 de julho, ela chegou do serviço e não encontrou Rafael em casa. Permaneceu no local com a filha pequena do casal, de 5 anos. Só depois da morte dele ela soube o que aconteceu, através de um vizinho, mas não conseguiu assistir às imagens registradas por câmeras de segurança.
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Nas imagens, Rafael aparece caminhando devagar e gritando por socorro, batendo de porta em porta, na vizinhança. A ambulância só chegou duas horas depois, embora moradores afirmem que pediram ajuda várias vezes ao Corpo de Bombeiros.
Rafael Vinícius pediu ajuda de moradores antes de cair na rua
Mulher de homem que morreu após esperar duas horas por ambulância não conseguiu ver vídeo do marido pedindo socorro a moradores: ‘Dor e revolta’
Homem que morreu em rua após esperar duas horas por ambulância implorou por ajuda de moradores e bateu de porta em porta
Um exemplo de uma das situações em que Rafael ajudou outras pessoas foi quando um senhor enfartou dentro da igreja. "Ele foi o primeiro a pegar o senhorzinho, ajudar o filho. Ele colocou dentro do carro dele e levou no hospital mais próximo", detalhou a esposa.
Com a perda do marido, Keila agora também precisa lidar com a sua ausência na vida da filha. Segundo uma tia paterna dele, Keila Melo, a menina pergunta o tempo todo pelo pai.
"Muito difícil olhar para a minha filha agora, sabe? Porque tudo me lembra ele... assim, do bom pai que ele era, sabe? Do bom esposo. Só quem viveu com o Rafael sabe realmente quem ele era", disse.
Assim como a família do marido, que acompanha o caso do Pará, a enfermeira deseja que as circunstâncias da morte de Rafael sejam investigadas.
Ao g1, o Ministério Público de Goiás disse que a 6ª Promotoria de Justiça de Catalão instaurou um procedimento para apurar os fatos e que solicitou informações tanto ao Corpo de Bombeiros quanto ao Samu de Catalão. "Sendo assim, aguarda o recebimento dessas informações para, então, definir qual o encaminhamento será dado ao caso" , disse o MPGO, em nota.
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