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Acusado de matar a ex-companheira e vereador vai a júri popular em Teresina

Guarda Civil expulsa suspeito de matar a ex-mulher e vereador

G1 — Brasil · 2026-07-29T14:08:35.000Z

Guarda Civil expulsa suspeito de matar a ex-mulher e vereador

O ex-guarda civil municipal Francisco Fernando de Oliveira Castro vai a júri popular pela morte da ex-companheira, Penélope Miranda de Brito Castro, que era comandante da Guarda Civil Municipal de Parnaíba, e do vereador de Parnaíba Thiciano Ribeiro da Cruz.

Os crimes aconteceram em 27 de agosto de 2025, no Centro de Teresina. A decisão foi assinada pela juíza Maria Zilnar Coutinho Leal, que determinou que o acusado responda por feminicídio e homicídio qualificado.

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Na sentença, a magistrada determinou que Francisco Fernando responda por feminicídio com as qualificadoras de violência doméstica e menosprezo à condição de mulher.

Pela morte do vereador, ele responderá por homicídio qualificado por motivo torpe e por ter usado recurso que dificultou a defesa da vítima.

Vereador e ex-comandante da Guarda Civil de Parnaíba são mortos a tiros no Centro de Teresina

O acusado também foi pronunciado por lesão corporal culposa contra um taxista atingido durante a ação. No caso do motorista, a juíza retirou a acusação de tentativa de homicídio.

Segundo a decisão, os disparos tinham como alvo Penélope e Thiciano e atingiram o taxista sem intenção direta do acusado.

A magistrada também manteve a prisão preventiva de Francisco Fernando. Segundo a decisão, a medida é necessária por causa da gravidade do caso e da violência empregada no crime.

Francisco Fernando segue preso na Cadeia Pública Antônio José de Sousa Filho. A data do júri popular ainda não foi definida. A decisão também autorizou a destruição das armas apreendidas e a devolução de objetos pessoais, como celulares e notebooks, aos proprietários.

O crime e o que diz a investigação

Guarda municipal é suspeito de matar vereador e a ex-mulher, comandante da Guarda Civil de Parnaíba, em Teresina

O crime aconteceu na manhã de 27 de agosto de 2025, na Rua Dr. Arêa Leão, próximo a um hospital particular no Centro de Teresina.

De acordo com a investigação, Francisco Fernando usou uma pistola calibre 9 milímetros, arma institucional da Guarda Civil Municipal de Parnaíba, para atirar contra as vítimas. Penélope e Thiciano morreram no local.

Segundo denúncia do Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), Francisco Fernando não aceitava o fim do relacionamento com Penélope, que durou cerca de dez anos. A acusação afirma que, após a separação, ele passou a perseguir e monitorar a rotina da ex-companheira.

Testemunhas ouvidas pela Justiça relataram que Penélope era perseguida pelo ex-companheiro. Conforme os depoimentos, ele chegou a exigir que ela deixasse o cargo de comando na Guarda Municipal como condição para reatar o relacionamento.

Durante interrogatório, Francisco Fernando confessou os assassinatos. Segundo ele, o crime foi cometido após a descoberta de uma suposta traição em mensagens encontradas no celular.

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