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Comerciante é presa por suspeita de aplicar golpes contra clientes em Carmo do Cajuru
G1 — Brasil · 2026-07-29T13:59:14.000Z
Comerciante é presa por suspeita de aplicar golpes contra clientes em Carmo do Cajuru
Uma comerciante de 52 anos, proprietária de uma loja de roupas e artigos de cama, mesa e banho em Carmo do Cajuru, foi presa suspeita de fazer clientes assinarem notas promissórias em branco que, segundo a Polícia Civil, eram preenchidas posteriormente e usadas para cobrar na Justiça dívidas já quitadas pelos consumidores ou inexistentes.
A mulher é investigada por estelionato, falsificação de documento particular, agiotagem e lavagem de dinheiro. O nome da comerciante não foi divulgado.
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Segundo o delegado Weslley Castro, responsável pelo caso, as supostas fraudes atingiam principalmente pessoas em situação de vulnerabilidade, incluindo consumidores com baixa escolaridade e, em um dos casos, uma pessoa que declarou não saber ler nem escrever.
"As vítimas, em regra, somente tomavam conhecimento das supostas dívidas quando eram citadas judicialmente, sem qualquer cobrança extrajudicial anterior, circunstância que reforça os indícios da fraude", afirmou o delegado.
A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores da comerciante e da empresa até o limite de R$ 100 mil, além de impor restrições sobre imóveis vinculados a ela para garantir uma eventual reparação dos danos causados às vítimas.
Durante a operação, a Polícia Civil cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados à investigada. A prisão da comerciante aconteceu com apoio da Polícia Militar.
Como funcionava o suposto esquema
De acordo com a Polícia Civil, a comerciante teria se aproveitado da relação de confiança com clientes para obter assinaturas em notas promissórias em branco durante vendas parceladas.
Os documentos teriam apenas o nome e a assinatura dos consumidores, enquanto os valores das compras eram anotados separadamente em fichas e papéis que ficavam sob responsabilidade da investigada.
Ainda conforme as apurações, mesmo após o pagamento das compras, muitas vezes feito em dinheiro diretamente à comerciante, as promissórias não eram devolvidas aos clientes. Os documentos permaneciam arquivados na loja ou na residência da suspeita.
A investigação aponta que, posteriormente, as promissórias eram preenchidas com valores e datas que não correspondiam às transações originais e usadas em ações judiciais de cobrança contra consumidores.
Segundo a Polícia Civil, em um dos casos investigados, o sobrenome de uma vítima foi escrito de forma incorreta na promissória. Os investigadores também encontraram divergências de caligrafia e marcas de grampos que indicariam possível manipulação dos documentos.
Dezenas de promissórias foram apreendidas
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam dezenas de notas promissórias. Muitas estavam em branco e continham apenas as assinaturas dos clientes, sem indicação de valores ou datas.
Também foram encontrados conjuntos de promissórias assinadas por um mesmo consumidor, fichas cadastrais, envelopes com títulos arquivados e um caderno usado, segundo a investigação, para agendar renegociações de dívidas.
Os policiais ainda apreenderam diversos cheques de terceiros, alguns assinados e em branco, além de documentos intitulados "Termo de Confissão de Dívida", um celular e outros papéis que, segundo a Polícia Civil, reforçam os indícios de agiotagem.
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A Polícia Civil orienta que pessoas que tenham sido alvo de cobranças semelhantes nos últimos seis meses procurem a Delegacia de Polícia Civil de Carmo do Cajuru para registrar ocorrência e prestar informações. Segundo a corporação, o sigilo necessário às investigações será preservado.
As investigações continuam para esclarecer completamente os fatos.
Materiais apreendidos Carmo do Cajuru
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