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Morgana Monteiro: o que se sabe sobre o feminicídio de enfermeira em Palmas

Suspeito de matar ex-mulher é morto em confronto com a polícia em Palmas

G1 — Brasil · 2026-07-29T15:35:50.000Z

Suspeito de matar ex-mulher é morto em confronto com a polícia em Palmas

A enfermeira Morgana Vieira Monteiro, de 45 anos, foi assassinada em sua casa na quadra 1.503 Sul, em Palmas. O principal suspeito é o ex-marido, Lelito Tavares Barbosa, de 49 anos. A servidora trabalhava na Unidade de Pronto Atendimento de Porto Nacional e deixou duas filhas.

Horas após o feminicídio, as forças de segurança localizaram o suspeito escondido em uma região de mata próxima ao local do crime. Durante a tentativa de prisão, houve um confronto armado entre o homem e a Polícia Militar, resultando na morte do homem.

O episódio destaca a gravidade da violência de gênero no estado, que registrou um aumento significativo de casos nos últimos anos.

Morgana foi sepultada no fim da tarde desta terça-feira (28), em Tocantínia. Amigos e familiares se reuniram na Feira Municipal Moacir Sotero para prestar homenagens à servidora.

Veja o que se sabe sobre o caso de feminicídio:

Morgana Vieira Monteiro foi vítima de feminicídio, em Palmas (TO)

Quem era Morgana Vieira Monteiro?

Morgana era enfermeira assistencialista na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Porto Nacional e agente socioeducativo no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case). Natural de Tocantínia e irmã da vice-prefeita do município, ela era mãe de duas filhas e reconhecida por sua competência e humanidade.

Em 2022, recebeu uma Moção de Aplausos da Assembleia Legislativa do Tocantins por sua contribuição à saúde pública.

Como o crime foi cometido?

Na noite de segunda-feira (27), Lelito pulou o muro da casa de Morgana e a surpreendeu rapidamente, segundo a Polícia Militar. Testemunhas relataram que a enfermeira tentou se proteger trancando-se no banheiro, mas foi alcançada pelo agressor.

Ela foi assassinada com o uso de arma de fogo e arma branca. Vizinhos perceberam a movimentação e acionaram a Polícia Militar, mas o suspeito fugiu portando uma pistola antes da chegada das equipes.

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A vítima possuía algum tipo de proteção legal contra o agressor?

Morgana tinha uma medida protetiva de urgência contra o ex-marido. Apesar do amparo legal e do acompanhamento realizado pela equipe Maria da Penha da PM, o ataque foi tão rápido que ela não teve tempo hábil para pedir socorro no momento da invasão.

Autoridades reforçam que a violência contra a mulher costuma ser escalonada, começando com ameaças e xingamentos antes de chegar ao feminicídio.

"A nossa indicação é fazer a denúncia. Há uma escalada da violência contra a mulher. Essa violência não acontece de imediato com a agressão física, com o feminicídio. Começa com xingamento, quebrando coisas dentro de casa, com ameaças, e isso vai escalonando. Então a gente orienta as mulheres que são vítimas desse tipo de situação a buscarem a separação e a denúncia da agressão", explicou o tenente-coronel da PM, Gustavo Bolentini.

Após o crime, o suspeito fugiu para uma área de mata na quadra 1503 Sul

Como a polícia localizou o suspeito após o crime?

Após o assassinato, Lelito fugiu para uma área de mata na própria quadra 1.503 Sul. A Polícia Militar montou um cerco na região com o apoio do Batalhão de Choque, do Bope e do Grupo de Operações com Cães (GOC).

Cerca de quatro horas após o início das buscas, um cão farejador conseguiu localizar o esconderijo do homem.

O que aconteceu durante o confronto entre o suspeito e a PM?

Ao ser localizado, o suspeito efetuou disparos contra o cão farejador e, em seguida, contra as equipes policiais. Os militares revidaram e atingiram Lelito. O socorro médico chegou a ser acionado, mas o agressor morreu no local.

As armas utilizadas pelos policiais passarão por perícia, e as circunstâncias da morte decorrente de intervenção policial serão apuradas pela Secretaria de Segurança Pública.

Lelito Tavares Barbosa foi morto em confronto com a Polícia Militar, em Palmas (TO)

Quais são os dados de feminicídio no Tocantins?

O estado vive um cenário alarmante de violência de gênero. Em 2025, o Tocantins registrou 20 feminicídios, um aumento de 52,8% em relação a 2024, quando houve 13 vítimas. Entre janeiro a 13 de julho de 2026, já foram contabilizados cinco casos do crime no estado. .

Como denunciar casos de violência contra a mulher?

Vítimas ou testemunhas podem denunciar agressões pelo número 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou pelo 190 da Polícia Militar em emergências. Também é possível registrar ocorrências em Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam) ou buscar apoio nos Centros de Referência da Mulher para suporte psicológico e jurídico.

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