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Morte de homem após incêndio no PI é investigada; família suspeita de crime, mas polícia vê indícios de acidente

Maury Santos Alves

G1 — Brasil · 2026-07-29T16:17:44.000Z

Maury Santos Alves

A Polícia Civil do Piauí (PCPI) investiga a morte de Maury Santos Alves, de 29 anos, ocorrida no dia 22 de julho, cinco dias após um incêndio em uma casa em Dirceu Arcoverde, no Sul do Piauí.

A família da vítima suspeita que o incêndio tenha sido provocado por alguém que estava no imóvel. No entanto, segundo o delegado José Wellington, responsável pelo caso, a principal hipótese investigada ainda é a de acidente.

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Ao g1, o delegado afirmou que, até o momento, não há elementos concretos que indiquem que Maury tenha sido vítima de uma ação criminosa.

“Não descartamos ainda um ato proposital, mas efetivamente não temos elementos para afirmar isso. A hipótese que ainda prevalece é de acidente, mas ainda está cedo para firmar uma tese definitiva sobre o ocorrido”, disse José Wellington.

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O incêndio ocorreu por volta das 2h do dia 17 de julho. Maury foi socorrido, transferido para Teresina e morreu cinco dias depois em decorrência das queimaduras.

Todos dormiam no momento do incêndio

Segundo o delegado, os depoimentos colhidos indicam que todas as pessoas que estavam na casa dormiam quando o incêndio começou. De acordo com a investigação, o grupo havia passado a noite consumindo bebidas alcoólicas.

Maury estava em um quarto com a namorada. Segundo o delegado, a jovem conseguiu sair da casa ao perceber o incêndio, mas voltou ao notar que o companheiro não havia conseguido deixar o imóvel. Ela conseguiu retirá-lo da casa, mas ele já apresentava queimaduras graves.

O dono da casa dormia em um sofá na sala, enquanto outras duas pessoas estavam em um colchão próximo. Segundo os relatos, todos acordaram quando o fogo já estava se espalhando e saíram da residência.

Família registrou boletim de ocorrência

O pai de Maury registrou um boletim de ocorrência relatando a suspeita de que o filho possa ter sido vítima de um crime.

O delegado informou, porém, que a Polícia Civil já tinha conhecimento do caso antes do registro da ocorrência, após ser comunicada pela Polícia Militar. A perícia também já havia sido acionada.

Segundo José Wellington, a família suspeita que alguém tenha provocado o incêndio, mas as testemunhas ouvidas até agora não apresentaram informações que sustentem essa versão.

“Existe essa falação por parte da família, mas o que vimos até agora está muito baseado em achismos. Nem mesmo a namorada da vítima viu o início do incêndio”, afirmou.

Causa do fogo ainda é desconhecida

A polícia ainda não sabe o que causou o incêndio. Entre as hipóteses analisadas estão o uso de líquido inflamável, curto-circuito, cigarro ou vela, mas nenhuma delas foi confirmada até o momento.

O delegado explicou que, em casos de homicídio, a polícia costuma buscar indícios de motivação, como brigas ou conflitos entre os envolvidos. Segundo ele, até o momento não foram encontrados sinais de desentendimentos entre as pessoas que estavam na casa.

“Quando se trata de uma agressão ou homicídio, um dos fatores procurados é a motivação. E não houve nada disso demonstrado até agora”, disse.

A namorada de Maury foi uma das pessoas ouvidas pela Polícia Civil, que segue com as diligências e aguarda o laudo pericial do local. O documento deve ajudar a esclarecer como o incêndio começou e se houve ou não ação criminosa.

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