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Mulher da tapa em PM, leva soco no rosto e cai no chão com bebê no colo
G1 — Brasil · 2026-07-29T19:01:21.000Z
Mulher da tapa em PM, leva soco no rosto e cai no chão com bebê no colo
O policial militar flagrado dando um soco no rosto de uma mulher durante uma abordagem em uma adega no bairro Jardim Amorim, em Sorocaba (SP), foi afastado das atividades operacionais. A agressão ocorreu no domingo (26) e foi registrada por câmeras de segurança.
A Polícia Militar instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) e um procedimento administrativo para apurar a conduta dos agentes e a análise das imagens. A corporação informou que o comando local ofereceu apoio à mulher agredida.
A Polícia Civil também investiga o caso. Paralelamente, o Ministério Público confirmou que recebeu uma denúncia sobre a agressão e analisa se abrirá uma investigação própria.
Mulher dá tapa em PM, leva soco no rosto e cai no chão com bebê no colo; abordagem é investigada
O que diz a vítima
A jovem de 26 anos atingida pelo soco (que aparece de vestido preto nas imagens) preferiu não ser identificada. Ela disse à TV TEM que não registrou boletim de ocorrência, prestou depoimento na delegacia e foi liberada em seguida.
A mulher alegou que não houve motivo para a abordagem da PM na adega. Ela contou que foi orientada a fazer exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), mas que não havia ido ao local até a noite de segunda-feira (27).
Dinâmica do vídeo
Pelas imagens, é possível ver o início da confusão quando os policiais chegam à adega e anunciam a abordagem a um dos clientes. O homem se nega a acompanhar os agentes e é puxado pela bermuda.
Uma mulher que estava ao lado se desequilibra e cai na calçada com uma criança no colo. Logo depois, um terceiro policial chega e esbarra em outra mulher, que havia ajudado a criança que caiu.
A partir daí, as agressões escalam: a jovem de 26 anos reage batendo no capacete do policial, e o agente revida com um soco no rosto dela.
'Uso diferenciado da força'
No boletim de ocorrência, os policiais registraram o caso como crime de resistência, autuando a jovem criminalmente. Eles relataram que a ação começou após notarem um "comportamento suspeito" do homem na adega.
Sobre a agressão, o documento cita que o policial foi surpreendido pelo tapa no capacete. A ação é justificada no B.O. da seguinte forma: "Diante da agressão, o policial empregou o uso diferenciado da força, nos termos do Procedimento Operacional Padrão da Polícia Militar, com o objetivo de contê-la e realizar sua abordagem."
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) reforçou que o inquérito vai apurar minuciosamente todas as circunstâncias dos fatos, incluindo os vídeos. "A instituição reforça que não compactua com excessos e desvios de conduta, punindo com rigor todos os casos identificados", completou a pasta.
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