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Operação no MT prende suspeitos de praticar golpes do falso PIX contra baianos e bloqueia mais de R$ 10 milhões

Operação do MPBA e MPMT prende dois investigados e cumpre sete mandados de busca no Mato Grosso

G1 — Brasil · 2026-07-29T20:50:16.000Z

Operação do MPBA e MPMT prende dois investigados e cumpre sete mandados de busca no Mato Grosso

MPBA / Divulgação

Dois homens investigados por integrar uma organização criminosa investigada por estelionatos virtuais contra baianos e lavagem de dinheiro foram presos na manhã desta quarta-feira (29), durante a "Operação Falso PIX".

A ação foi deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) em atuação conjunta com o Ministério Público do Mato Grosso (MP-MT). As prisões ocorreram nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande, no Mato Grosso.

Além dos mandados de prisão, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão. A Justiça da Bahia também determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados no valor superior a R$ 10,8 milhões.

Segundo o MP-BA, um dos presos, que não teve o nome divulgado, é apontado como chefe operacional do grupo criminoso.

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De acordo com as investigações, a organização atuava de forma estruturada, com divisão de funções entre os integrantes. Os suspeitos utilizavam aplicativos de mensagens e perfis falsos para se passar por parentes, conhecidos ou vendedores, induzindo as vítimas a realizar transferências bancárias sob falsos pretextos.

Conforme o MP, a maior parte das vítimas era formada por idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade, escolhidos pela facilidade de exploração de relações de confiança e afetividade.

As investigações apontam ainda que os valores obtidos por meio dos golpes eram inicialmente depositados em contas usadas para receber os recursos ilícitos. Em seguida, o dinheiro era transferido rapidamente para diferentes contas bancárias, numa tentativa de dificultar o rastreamento das movimentações financeiras.

Depois dessa etapa, os recursos eram sacados em espécie ou distribuídos entre diversos beneficiários, prática que, segundo o MP, caracterizava mecanismos de ocultação e dissimulação da origem do dinheiro.

A apuração teve início após a identificação de um golpe aplicado contra uma vítima residente na Bahia. A pessoa realizou transferências bancárias acreditando estar conversando com um familiar por meio de um aplicativo de mensagens.

A partir desse caso, os investigadores identificaram outros episódios com características semelhantes e reuniram elementos que indicam a existência de uma atuação coordenada e permanente da organização criminosa.

A Operação Falso PIX contou com apoio da Força Tática do 1º Comando Regional, da Força Tática do 2º Comando Regional e de equipes do Grupo de Apoio (GAP) do 1º e do 3º Batalhões da Polícia Militar do Mato Grosso.

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