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Pavel Durov, presidente-executivo e dono do Telegram, no Mobile World Congress, em Barcelona, em 2016
G1 — Brasil · 2026-07-30T12:08:14.000Z
Pavel Durov, presidente-executivo e dono do Telegram, no Mobile World Congress, em Barcelona, em 2016
A Rússia incluiu nesta quinta-feira (30) o fundador e CEO do Telegram, Pavel Durov, na lista de terroristas e extremistas, segundo a agência estatal russa Ria Novosti.
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A designação, anunciada pela agência de monitoramento financeiro da Rússia, a Rosfinmonitoring, é um novo capítulo de uma investida do governo Putin contra Durov e o app de mensagens. Nos últimos meses, o Kremlin vem buscando limitar o Telegram no país após seu dono ter se recusado a remover conteúdos sobre a guerra na Ucrânia.
Segundo a Ria Novosti, pessoas e organizações incluídas na lista de terroristas e extremistas ficam proibidas de interagir com a mídia russa, publicar informações na internet, organizar eventos públicos, participar de eleições e utilizar serviços financeiros no país.
O paradeiro atual de Durov, um russo de 41 anos que com suas ações recentes tem rivalizado com o governo Putin, é desconhecido. Ele chegou a ser preso na França em agosto de 2024, porém foi solto poucos dias depois.
A desingação ocorre um dia após o governo Putin ter acusado formalmente Durov de "facilitar atividades terroristas ucranianas" e emitiu um mandado internacional para sua prisão.
Segundo o Serviço Federal de Segurança russo (FSB), Durov "falhou em remover conteúdos utilizados por serviços especiais ucranianos e por organizações terroristas e extremistas para preparar e coordenar atos de sabotagem e terrorismo, massacres e operações de fraude cibernética dentro da Federação Russa”.
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O Telegram, aplicativo de mensagens criptografadas fundado em 2013, afirma ter mais de 1 bilhão de usuários e é amplamente utilizado por ambos os lados da guerra entre Rússia e Ucrânia.
Nos últimos anos, o governo de Vladimir Putin tem feito investidas para restringir o uso do Telegram na Rússia e passou a promover seu próprio serviço de mensagens, o estatal Max. Ainda assim, órgãos estatais, incluindo o Kremlin e o Ministério da Defesa, continuam publicando diariamente na plataforma.
Durov, que nasceu na Rússia, mas atualmente possui passaportes dos Emirados Árabes Unidos e da França, fundou a rede social VKontakte —equivalente russo do Facebook— antes de vender sua participação restante em 2014, sob pressão das autoridades russas.
Durov é investigado também por autoridades francesas, sob acusações de que o Telegram não combateu adequadamente atividades criminosas na plataforma e não cooperou de forma suficiente com pedidos das forças de segurança. Durov nega irregularidades.
O anúncio russo ocorre após um jornal estatal russo ter informado, em fevereiro, que Durov estava sob investigação em um caso relacionado ao terrorismo.
Em abril, Durov publicou no Telegram que uma intimação para o “Suspeito P.V. Durov” havia sido entregue a um apartamento na Rússia onde ele morava há 20 anos.
“Eles devem estar suspeitando que eu defendo os artigos 29 e 23 da Constituição russa — que garantem a liberdade de expressão e o direito à correspondência privada. Orgulhoso de ser culpado!”, escreveu na ocasião.
Uma publicação de 16 de maio em seu canal no Telegram indicava que ele estava em Dubai. Em 23 de julho, ele escreveu que estava “muito impressionado com a Geórgia” e que esperava “voltar muito em breve”.