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Perfuração de poço na costa do Amapá deve terminar até setembro, diz Petrobras

Navio-sonda NS-42, usado em simulação de vazamento de óleo na Bacia da Foz do Amazonas pela Petrobras

G1 — Brasil · 2026-07-30T13:07:19.000Z

Navio-sonda NS-42, usado em simulação de vazamento de óleo na Bacia da Foz do Amazonas pela Petrobras

A perfuração de poços na Foz do Amazonas, na costa do Amapá, é considerada estratégica pela Petrobras. O projeto faz parte da exploração da Margem Equatorial, apontada como uma nova fronteira energética para o Brasil.

Nesse sentido, a estatal informou à Rede Amazônica que a perfuração do poço Morpho, localizado em águas ultraprofundas da costa do Amapá, segue dentro do cronograma. A conclusão está prevista para acontecer entre agosto e setembro de 2026, dependendo do andamento das atividades.

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A Petrobras informou ainda que os trabalhos estão dentro da normalidade esperada para esse tipo de projeto e são conduzidos com protocolos de segurança e cuidado ambiental.

Vazamento e suspensão

Em janeiro de 2026, houve o vazamento de mais de 18 mil litros de fluido sintético durante a perfuração. O incidente levou à suspensão temporária das atividades.

Em fevereiro, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) autorizou a retomada, condicionada a medidas de reforço técnico e de segurança.

MPF pede suspensão de licença de exploração de petróleo na Foz do Amazonas após vazamento

Licença ambiental e disputa judicial

A licença ambiental foi concedida pelo Ibama em outubro de 2025 e continua válida. No entanto, o Ministério Público Federal (MPF) acionou o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) para tentar suspender a autorização.

O MPF argumenta que não houve consulta às comunidades tradicionais e que os riscos ambientais na região da Foz do Amazonas precisam ser melhor avaliados.

O poço Morpho marca o início da exploração da Margem Equatorial, considerada uma nova fronteira energética para o Brasil.

A Petrobras prevê investir cerca de R$ 13 bilhões até 2030 para perfurar até 15 poços exploratórios na região. O objetivo é diversificar reservas e compensar o declínio natural dos campos maduros das bacias de Campos e Santos.

O governo estima que a Margem Equatorial teria reservas que permitiriam explorar 1,1 milhão de barris de petróleo diariamente. É mais do que a capacidade dos dois principais campos da Bacia de Santos: Tupi, com cerca de 850 mil barris por dia, e Búzios, que ultrapassou os 900 mil.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, com isso, seria possível retirar até 10 bilhões de barris de petróleo da região. Atualmente, o Brasil tem uma reserva comprovada de 16,8 bilhões de barris — o que seria suficiente para manter o país sem precisar comprar petróleo de outros países até 2030.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) calcula que a Bacia da Foz do Amazonas possui um volume recuperável de 6,2 bilhões de barris de óleo equivalente. A estimativa faz parte de um estudo que compõe um projeto dedicado à análise das bacias sedimentares brasileiras.

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