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No asfalto, o homem morria. Não um sujeito qualquer, mas o desconhecido sem nome que sangrava na via pública enquanto a cidade assistia com a habitual e metódica indiferença dos transeuntes. E então, no meio da matéria fria e da poeira da…
Folha — Em Cima da Hora · 2026-07-30T14:00:00.000Z
No asfalto, o homem morria. Não um sujeito qualquer, mas o desconhecido sem nome que sangrava na via pública enquanto a cidade assistia com a habitual e metódica indiferença dos transeuntes. E então, no meio da matéria fria e da poeira da rua, veio o beijo. Não um gesto de devassidão, entenda-se, mas o gesto puro, o susto misericordioso do rapaz Arandir diante da morte do outro. Pois foi esse ato de compaixão que bastou para acionar a grande e hedionda maquinaria do mundo.
Leia mais (07/30/2026 - 11h00)