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Infantino explica proposta de empresa para gerenciar operações da Fifa
ge — Futebol · 2026-07-30T15:20:14.000Z
Infantino explica proposta de empresa para gerenciar operações da Fifa
A Uefa se posicionou nesta quinta-feira contra a proposta da Fifa de vender ações para empresas. A entidade europeia destacou que as 55 associações-membro rejeitam de forma unânime a ideia e vão ficar fora das competições enquanto ela for considerada. O pronunciamento é resultado da reunião de emergência convocada pela Uefa na quarta.
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A proposta da Fifa foi divulgada na terça-feira passada. A Uefa foi uma das primeiras organizações a se posicionar contra e recebeu apoio da Concacaf, confederação da América do Norte, Central e Caribe, e da Confederação Asiática de Futebol (AFC). Essas três confederações representam 143 dos 211 membros da Fifa, ampla maioria.
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Evan Vucci TPX IMAGES OF THE DAY/REUTERS
Com a venda destas participações para investidores, a Fifa espera arrecadar US$ 4,2 bilhões (R$ 21,5 bilhões). A ideia é que a empresa opere a comercialização e organização de todas as competições de propriedade da entidade. Infantino garantiu que, além de outros benefícios, o chamado Fifa Forward Enterprise, ou FFE, faria o repasse para cada federação nacional filiada à Fifa aumentar de 8 milhões de dólares para 20 milhões de dólares.
Confira o pronunciamento:
"A UEFA e suas 55 associações-membro estão unidas. Rejeitamos, de forma unânime e inequívoca, a proposta da FIFA de transferir participações na propriedade da Copa do Mundo e de outras competições da FIFA para investidores privados.
A Copa do Mundo não pode ser tratada como um produto de investimento. Ela é um dos maiores legados esportivos do futebol. Foi construída ao longo de gerações por jogadores, seleções nacionais e torcedores de todos os continentes. Nenhuma parte dela deve jamais ser entregue a investidores privados. A Copa do Mundo não está à venda.
É irresponsável e indefensável que uma proposta de tamanha importância para o futebol tenha sido concebida em segredo e levada à iminência de aprovação sem qualquer consulta significativa àqueles encarregados de zelar pelo esporte. Isso não é apenas uma falha profunda de liderança, mas uma abdicação do dever da FIFA como guardiã do futebol mundial.
Associações nacionais de todo o mundo deparam-se agora com um ultimato: aceitar a apropriação irreversível das maiores competições do futebol ou arcar com as consequências. Isso não é uma "decisão democrática", mas uma governança baseada na intimidação — um ato de coerção indigno de uma instituição encarregada de zelar pelo esporte global.
No entanto, nossa oposição vai muito além da questão do processo."
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Centro da polêmica que revoltou Uefa e federações filiadas, a empresa a ser criada é a Fifa Forward Enterprise (FFE), uma nova subsidiária cujo controle majoritário seria da Fifa. A companhia ficaria responsável por consolidar as operações comerciais e das principais competições organizadas pela entidade.
A Fifa acredita que a FFE valeria no total US$ 20 bilhões (R$ 102,3 bilhões). Por isso, diz que a venda do equivalente a US$ 4,2 bilhões (R$ 21,5 bilhões) em ações significaria que os investidores privados seriam minoritários na nova empresa.
Com o dinheiro arrecadado, a Fifa promete aumentar a quantia distribuída para a federação de cada país membro da entidade. Atualmente, ela paga R$ 41 milhões para cada país. Se o plano for aprovado, a quantia poderia chegar a R$ 102 milhões no ciclo até a Copa de 2030, R$ 112,5 milhões até 2034 e 123 milhões até 2038.
Na nota publicada em seu site oficial, a Fifa diz que a injeção de dinheiro privado pode ser decisiva para "alcançar todo o potencial dos direitos de transmissão e dos patrocínios da Fifa em todo o seu portfólio de competições de futebol masculino, feminino e de base".