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TCE identifica irregularidades em controle de ponto e gratificações do Detran-RN

Sede do Detran/RN, em Natal

G1 — Brasil · 2026-07-30T15:10:11.000Z

Sede do Detran/RN, em Natal

Uma auditoria do Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte (TCE) identificou irregularidades na gestão do quadro pessoal do Departamento de Trânsito do RN (Detran-RN). As regularidades são relacionadas à composição da força de trabalho, controle de frequência, pagamento de gratificações e registro de informações funcionais.

Por conta disso, o TCE determinou que o Detran adote uma série de medidas para a regularização do quadro de pessoal e da folha de pagamento do órgão. A adoção de providências deve ocorrer em um prazo de 90 dias.

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O g1 entrou em contato com a assessoria do Detran para saber se o órgão iria adotar as medidas, mas não recebeu respostas até a atualização mais recente desta reportagem.

São citados no documento irregularidades como:

excesso de vínculos precários (sem garantia de estabilidade) em comparação ao número de servidores efetivos;

manutenção de aposentados em atividade;

elevado número de cessões de servidores;

casos de acúmulo irregular de cargos públicos;

falhas no controle de frequência dos servidores;

inconsistências nas informações encaminhadas ao Sistema Integrado de Auditoria Informatizada de Pessoal (SIAI-DP);

concessão de Gratificação de Representação de Gabinete (GRG) acima dos limites estabelecidos; e

pagamento de adicional de insalubridade sem a devida comprovação técnica.

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A decisão foi aprovada por unanimidade pelo TCE em sessão no dia 23 de julho deste ano. O relator foi o conselheiro Paulo Roberto Chaves Alves.

"A auditoria constatou, por exemplo, que todos os servidores do Detran/RN estavam cadastrados com carga horária igual a zero hora semanal e identificou divergências entre os valores informados ao sistema e aqueles divulgados no Portal da Transparência", informou o TCE-RN.

Análise da gestão durante três meses

A auditoria analisou a gestão de pessoal do órgão entre janeiro e março de 2021.

Durante a tramitação do processo, o TCE reconheceu que parte das irregularidades começou a ser enfrentada pelo Estado com a publicação do edital do Concurso Público Unificado, neste ano, que abriu 175 vagas no Estado, inclusive para o Detran.

Por contra do concurso, os conselheiros consideraram prejudicada a proposta de celebração de Termo de Ajustamento de Gestão (TAG), que havia sido sugerida durante fiscalização.

Medidas exigidas pelo TCE

No documento, o TCE determinou que o Detran apresente, em até 90 dias, algumas medidas para resolver os problemas no quadro pessoal do cargo.

Entre as medidas estão:

um plano de ação para substituição gradual dos vínculos precários por servidores aprovados em concurso público;

a comprovação do encerramento de contratos de agentes já aposentados pelo Regime Geral de Previdência Social;

a apresentação de informações sobre servidores cedidos e eventual quadro suplementar

e a regularização de casos de acúmulo de cargos.

O órgão estadual também deve implantar um registro biométrico de frequência, adequar a concessão da Gratificação de Representação de Gabinete aos limites previstos em decreto estadual e apresentar os processos administrativos de análise da legalidade do pagamento de adicional de insalubridade.

A decisão determina que a Secretaria de Estado da Administração (Sead/RN) deve corrigir informações registradas no SIAI-DP.

Jornada de 40 horas, recomenda Tribunal

Além das determinações, o TCE recomendou ao Detran/RN que - na ausência de norma específica que estabeleça carga horária diversa - os servidores efetivos cumpram jornada de 40 horas semanais, conforme previsto no Regime Jurídico Único dos Servidores do Estado.

O Tribunal também determinou o envio de cópias da decisão ao Detran/RN, à Controladoria-Geral do Estado e ao Ministério Público Estadual.

"O cumprimento das medidas será acompanhado pela Diretoria de Controle de Pessoal e Previdência do TCE/RN, que realizará o monitoramento das determinações e poderá propor novas ações fiscalizatórias, caso necessário", informou o TCE.

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