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Barbeiro também foi baleado quando empresário foi morto por engano no Paraná: 'Tentativa de eliminar testemunhas'

Empresário é morto por engano em barbearia

G1 — Brasil · 2026-07-30T16:00:16.000Z

Empresário é morto por engano em barbearia

O barbeiro João Victor Pereira, dono da barbearia onde o empresário Hugo Gabriel Moll foi morto por engano em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, também foi baleado durante o ataque.

O profissional foi atingido no tórax, passou mais de 20 dias internado e estava se recuperando em casa, mas teve que voltar ao hospital nesta quarta-feira (29) para passar por novos procedimentos. Segundo familiares, a previsão é que ele ganhe alta no domingo (2), dia do seu aniversário de 23 anos.

Para o delegado Luis Gustavo Timossi, responsável pela investigação, o dono da barbearia foi baleado "em uma aparente tentativa dos executores de eliminar testemunhas no local”.

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O crime aconteceu no dia 19 de junho na Avenida Pedro Wosgrau, Bairro Cará-Cará. A confirmação de que o empresário foi morto por engano foi divulgada pela Polícia Civil nesta terça-feira (28), após a prisão de cinco suspeitos de envolvimento no assassinato. Relembre mais abaixo.

De acordo com Timossi, o atirador foi contratado para matar um traficante. No entanto, ele acabou confundindo o verdadeiro alvo com o empresário porque recebeu uma informação de que o traficante estava na barbearia e já entrou atirando, sem saber que o alvo havia saído 10 minutos antes.

As câmeras também mostram que o empresário chegou ao local 10 segundos depois da saída do traficante.

Nem o nome do verdadeiro alvo e nem o nome do atirador e dos outros envolvidos no crime foram divulgados.

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Cedidas pelas famílias

Cinco homens foram presos temporariamente nesta terça-feira (28) suspeitos de participação no crime. São eles:

um homem de 34 anos, identificado como organizador da ação, que possui anotações criminais por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e lesão corporal;

um homem de 24 anos, identificado como responsável pelo fornecimento de ponto de apoio aos demais e pela cessão do armamento utilizado. Ele conta com histórico por homicídio, tráfico de drogas e receptação;

um homem de 27 anos, identificado como responsável pelo monitoramento do alvo e pela condução do veículo na fuga. Ele possui anotações criminais por tráfico de drogas;

e um suspeito de 25 e outro de 19 anos. O delegado afirma que, "embora existam elementos indiciários de participação no crime", eles ainda não terão seu papel divulgado, "pois o caso demanda a realização de diligências complementares para a completa elucidação dos fatos".

"A investigação, de extrema complexidade, exigiu o cruzamento analítico de diversos dados e informações coletados no curso das diligências, com análise de imagens obtidas através do sistema viário Muralha Digital, de câmeras de segurança e de perícias realizadas", afirma o delegado.

Além dos cinco mandados de prisão temporária, a polícia também cumpriu cinco mandados de busca e apreensão nas casas dos suspeitos. Agora os itens apreendidos serão analisados para a conclusão do inquérito.

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