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Chefe de grupo suspeito de roubar cabos de indústrias é preso na Bahia; empresa teve prejuízo de R$ 500 mil

Chefe de grupo suspeito de roubar cabos de indústrias é preso na Bahia

G1 — Brasil · 2026-07-30T15:38:20.000Z

Chefe de grupo suspeito de roubar cabos de indústrias é preso na Bahia

A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (30), um homem apontado como chefe de uma associação criminosa especializada em roubos de cabos elétricos e materiais industriais de alto valor na Bahia. Uma das empresas vítimas teve um prejuízo estimado em mais de R$ 500 mil.

A ação fez parte da Operação Cabo de Força, que também cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Salvador e Camaçari.

De acordo com as investigações, o grupo atuava de forma organizada desde 2015 e tem como principais alvos empresas instaladas nos polos industriais do Centro Industrial de Aratu (CIA) e de Aratu, além de indústrias em outros municípios baianos.

O suspeito, que não teve o nome divulgado, foi encontrado em uma casa em Camaçari. Segundo a polícia, ele tentou fugir ao perceber a chegada das equipes, mas foi alcançado e preso.

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As investigações apontam que ele era responsável por planejar os ataques, organizar a logística das ações, recrutar integrantes e participar diretamente dos roubos.

Um segundo alvo da operação, que é irmão do homem preso e também investigado por integrar o grupo criminoso, não foi localizado e é considerado foragido.

Durante as buscas, outro homem foi preso em flagrante por receptação. Os policiais apreenderam um carro, uma motocicleta, um reboque, aparelhos celulares, materiais elétricos, cabos de alta e média tensão e ferramentas que, segundo a investigação, eram utilizadas nos crimes.

Empresa ficou seis horas sob domínio dos criminosos

Chefe de grupo suspeito de roubar cabos de indústrias é preso na Bahia

Um dos principais casos atribuídos ao grupo aconteceu na noite de 19 de maio deste ano, em Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador. Segundo a Polícia Civil, homens armados invadiram uma empresa, renderam funcionários e mantiveram as vítimas em cárcere privado por cerca de seis horas.

Durante a ação, os suspeitos desligaram o fornecimento de energia da fábrica para retirar grande quantidade de cabos elétricos e componentes da rede elétrica.

Ainda conforme a investigação, parte do grupo transportava os cabos roubados em uma van, enquanto outro integrante usava um veículo utilitário esportivo (SUV) para monitorar a movimentação no entorno da empresa, escoltar o veículo de carga e dar apoio à fuga.

A polícia informou ainda que os suspeitos usavam rádios comunicadores, máscaras, luvas e veículos de apoio. Eles também retiravam o equipamento que armazenava as imagens das câmeras de segurança para dificultar a identificação dos envolvidos.

Grupo é investigado por crimes em outras cidades

De acordo com a Polícia Civil, o mesmo modo de atuação foi identificado em roubos registrados contra empresas de Feira de Santana, Simões Filho, Dias d'Ávila e Camaçari.

As investigações apontam que os criminosos estudavam previamente a rotina das empresas, incluindo horários de troca de turno, pontos com menor vigilância e a localização dos materiais de maior valor.

Segundo o diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), delegado Moisés Damasceno, o grupo tinha como foco exclusivo a subtração de cabos elétricos e insumos industriais.

"As diligências demonstraram que o grupo conhecia previamente a rotina das empresas, os horários de troca de turno, a ausência de vigilância privada durante a noite e a localização exata dos materiais de maior valor. Os criminosos tinham como objetivo exclusivamente a subtração de cabos elétricos e outros insumos industriais", afirmou.

As apurações também identificaram que um dos investigados utilizava uma motocicleta com placa clonada para dificultar a ação das forças de segurança.

A Operação Cabo de Força mobilizou 14 equipes policiais e foi coordenada pelo Departamento de Polícia Metropolitana (Depom). As investigações são conduzidas pela 1ª Delegacia Territorial de Mata de São João, com apoio do Departamento de Inteligência Policial (DIP).

Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam para localizar os demais integrantes da organização criminosa e identificar possíveis receptadores dos materiais roubados.

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