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Telegram é condenado a indenizar mulher alvo de grupo com montagens sexuais
G1 — Brasil · 2026-07-30T17:25:08.000Z
Telegram é condenado a indenizar mulher alvo de grupo com montagens sexuais
A Justiça condenou a plataforma de mensagens Telegram a pagar R$ 20 mil por danos morais a uma das vítimas de um grupo criado na plataforma para compartilhar fotos de mulheres sem autorização e produzir montagens de cunho sexual com o uso de inteligência artificial.
A decisão foi proferida pela 1ª Vara da Comarca de Lucélia (SP), que também determinou que a empresa forneça os dados necessários para identificar os usuários responsáveis pelo compartilhamento das imagens.
Como o processo tramita sob segredo de Justiça, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) informou que essas são as únicas informações que podem ser divulgadas sobre a ação.
Nesta quinta-feira (30), a TV TEM solicitou um novo posicionamento ao Telegram sobre a decisão judicial, mas, até a última atualização desta reportagem, não obteve retorno.
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Relembre o caso
O caso foi divulgado em março deste ano, quando a Polícia Civil identificou um grupo no Telegram com cerca de 900 integrantes que compartilhava fotos de mulheres retiradas de perfis públicos em redes sociais.
Segundo as investigações, os participantes faziam comentários ofensivos sobre as vítimas e, em alguns casos, utilizavam ferramentas de inteligência artificial para produzir montagens de cunho sexual.
Na época, a Justiça determinou a suspensão imediata do grupo. As investigações são conduzidas pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Adamantina (SP), que busca identificar os responsáveis pela criação e administração da comunidade.
De acordo com a Polícia Civil, três suspeitos podem responder por crimes como difamação, importunação sexual e divulgação de cena pornográfica sem o consentimento da vítima.
Como parte das vítimas é composta por crianças e adolescentes, a investigação também apura eventual enquadramento no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
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Em nota enviada anteriormente sobre o caso, a empresa informou que proíbe o compartilhamento não consensual de imagens íntimas e materiais de abuso sexual infantil, afirmando adotar política de tolerância zero para esse tipo de conteúdo.
Segundo a plataforma, conteúdos que violam os termos de uso são removidos quando identificados e, desde 2018, o aplicativo pode fornecer dados como endereços IP e números de telefone mediante solicitações legais válidas.
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