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Geração Z representa 48% dos contratados CLT no mês de abril em MG
G1 — Economia · 2026-07-30T17:03:29.000Z
Geração Z representa 48% dos contratados CLT no mês de abril em MG
Morar sozinho continua sendo um marco de independência, mas também um desafio financeiro, especialmente para os mais jovens. 62,6% dos integrantes da Geração Z que vivem sozinhos ainda moram de aluguel.
Enquanto isso, entre a Geração X e os Baby Boomers esse percentual cai para 29,1%, segundo uma pesquisa da Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, que entrevistou 6.063 pessoas pelo Brasil.
O levantamento também revela diferenças no perfil de consumo e mobilidade entre as gerações. Entre os entrevistados nascidos entre 1946 e 1980, o carro é o principal meio de transporte, citado por 38% dos respondentes. Já entre os jovens da Geração Z, o transporte público aparece em primeiro lugar, com 26%, seguido pelas motocicletas, com 23%.
Edifício Copan, em São Paulo, tem centenas de apartamentos para aluguel de temporada.
Independentemente da idade, porém, a percepção é de que o custo de vida aumentou. Entre quem mora sozinho, 71,4% dos integrantes da Geração X e dos Baby Boomers afirmaram sentir alta nas despesas nos últimos 12 meses. Na Geração Y, esse percentual é de 64,9%, enquanto entre a Geração Z chega a 55,2%.
"A sensação de que viver ficou mais caro é semelhante entre todas as gerações, indicando que a inflação dos gastos essenciais impacta praticamente todos que vivem sozinhos, independentemente da idade", afirma Aline Vieira, especialista em educação financeira na Serasa.
Morar sozinho ou com a família muda pouco a pressão financeira
Apesar de viver sozinho representar mais autonomia, administrar as próprias contas continua sendo um desafio. Entre quem mora sozinho, 25% consideram difícil organizar as despesas e outros 20% classificam essa tarefa como muito difícil.
O cenário praticamente se repete entre quem vive com familiares, como cônjuge, pais ou filhos: 25% relatam dificuldade e 20% dizem enfrentar muita dificuldade para manter as contas em dia.
A inflação dos gastos essenciais também afeta os dois grupos de forma semelhante. O supermercado foi apontado por 80% dos entrevistados como a despesa que mais pesou no orçamento no último ano. Em seguida aparecem as contas recorrentes da casa, como água, luz e internet, mencionadas por 51%.
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A principal diferença está nos custos com moradia. Entre quem vive sozinho, 34% apontam aluguel, financiamento ou condomínio entre os gastos que mais aumentaram, ante 27% daqueles que moram com familiares.
Essa pressão influencia diretamente a forma como o orçamento é organizado. Para quem mora sozinho, as prioridades financeiras são pagar as contas recorrentes da casa (75%), fazer compras de supermercado (74%) e arcar com as despesas de moradia (53%).
Entre quem vive com a família, a ordem de prioridades é semelhante, mostrando que o maior peso no orçamento continua concentrado nas despesas essenciais.