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Após acusação de tutor, donos de camping na Patagônia negam ter escondido corpo de 'frentiscão' de Campinas

Veja a cronologia da morte do cachorro influencer Poze durante viagem à Argentina

G1 — Brasil · 2026-07-30T19:19:27.000Z

Veja a cronologia da morte do cachorro influencer Poze durante viagem à Argentina

Os proprietários do camping Chacra Wharton, na Argentina, apontado pela família como o local onde o "frentiscão" Poze teria sido atacado por cães, negam que o cachorro de Campinas (SP) tenha sido morto na propriedade ou que tenham ocultado o corpo do animal, em El Bolsón, na Patagônia.

Ao g1, Mariana, uma das responsáveis pelo local, afirmou que as cadelas da propriedade correram atrás de um cachorro na noite do desaparecimento. "Estava escuro, era de noite. Não sabemos se era o Poze. O que eu vi foi que o cachorro saiu da nossa casa"(leia a versão abaixo).

"Não escondemos nada, muito menos um corpo. Procuramos por toda a nossa chácara e não o vimos. Eles [os donos do Poze] colocaram um cartaz de procura na nossa porta. Não temos armas em casa", declarou Mariana.

Conhecido nas redes sociais, o cão desapareceu por volta das 20h30 de 12 de junho, durante uma viagem de trailer da família, que estava acompanhada de outros três cachorros: Matuê, Nagalli e Flávia. Após mobilizar buscas e espalhar cartazes, a família confirmou a morte do animal em 19 de junho.

Giovanni Fernandes, o tutor dos animais, publicou uma manifestação nas redes sociais nesta segunda (27) afirmando que o esposo de Mariana teria ocultado o corpo do Poze. Ele afirma que o homem também teria fingido ajudar a família com as buscas e os ameaçado com um revólver.

Após a manifestação da proprietária do camping, Giovanni afirmou nas redes sociais que as declarações dos argentinos são mentirosas. Na primeira postagem após a morte, o influenciador disse que pretende adotar medidas judiciais para buscar justiça pela morte do animal.

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Versão do camping

Mariana explicou que o camping onde mora abriga galinhas e ovelhas, e que as cadelas ficam soltas durante a noite para proteger o rebanho de predadores. Segundo ela, esses cães têm a função de perseguir qualquer animal que entre na propriedade.

Veja os principais pontos da versão apresentada pela proprietária:

nega qualquer envolvimento no desaparecimento de Poze e afirma que as acusações da família brasileira se baseiam em fofocas;

diz que as cadelas correram atrás de um cachorro na noite do desaparecimento, mas que não sabe se o animal era Poze;

afirma que apenas soube que havia pessoas procurando um cachorro e que essa é toda a informação que possui sobre o caso;

nega ter ameaçado a família brasileira e afirma que não possui armas de fogo em casa.

Versão da família brasileira

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De acordo com a versão da família brasileira, o proprietário do terreno fingiu ajudar nas buscas iniciais, mas teria confessado a uma testemunha em uma loja de bebidas que as suas cadelas mataram Poze e que o corpo do animal "jamais seria encontrado".

Ao confrontarem o homem, os tutores afirmam que a reação foi violenta. "Essa mesma pessoa nos ameaçou com uma arma quando nós começamos a descobrir as coisas que sabemos agora e temos como provar", relatou Giovanni, que acionou a polícia argentina e já retornou ao Brasil.

"O que dói não é só a perda, é saber que nos tiraram o direito de tentar salvar ele, de viver nosso luto enterrando o nosso cachorro [...] Mas não aceitaremos carregar a culpa que pertence a quem viu o que aconteceu e escolheu transformar a nossa semana em uma semana de mentiras e sofrimento"

A família viajava com quatro cães e havia parado em um camping localizado a cerca de dez minutos de uma estação de esqui.

Como o casal era o único hospedado no local, Giovanni contou que os cães da família brincavam soltos com os portões fechados. Ao chamarem os animais de volta ao trailer, naquele dia, Poze não retornou.

Eles passaram a procurá-lo. Vizinhas de um hostel relataram ter ouvido latidos e barulhos de briga de cachorros vindos do camping localizado em frente ao local onde os brasileiros estavam. Segundo Giovanni, eles chegaram a encontrar o proprietário do terreno saindo de carro naquele dia.

"Nós fomos lá no camping e encontramos o responsável saindo de carro. Antes que ele pudesse sair, nós paramos ele perguntamos: 'Você viu o nosso cachorro? Ele pode ter vindo aqui'. O mesmo disse que não sabia de nada e rapidamente entrou no carro", relatou o tutor.

Última vez que o viram

Giovanni descreveu Poze como um cachorro sociável, acostumado a interagir com outros cães desde a época em que vivia nas ruas. O tutor também relembrou a última interação com o animal.

"Ele veio pedir carinho de um jeito que não era dele. Pediu tanto carinho, não parava. A gente até brincou: 'Nossa, como você está carinhoso, nem parece você'. E foi a última interação que a gente teve com ele", relembrou.

Quem era Poze

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Ex-cachorro de rua, Poze apareceu em uma das unidades da rede de postos da família de Giovanni e acabou sendo adotado. Ele foi acolhido no estabelecimento do Jardim Novo Campos Elíseos, onde, meses depois, foi adotado pelo gerente e ganhou coleira e uniforme de frentista.

No posto, Poze se juntou a Matuê, um vira-lata caramelo de oito anos que foi o primeiro adotado no local e que chegou a sobreviver a um atropelamento grave.

A fama dos animais de uniforme inspirou Giovanni a criar um perfil nas redes sociais, que hoje soma mais de 1,1 milhão de seguidores. O perfil mostra a rotina e as brincadeiras dos animais com os irmãos Nagalli e Flávia.

🔍 Por que esses nomes? Matuê, Poze e Nagalli são homônimos de artistas do trap e do funk brasileiro. Os cães receberam os mesmos nomes dos músicos, conhecidos por sucessos como "Anos Luz", "Confissões" e "Me Sinto Abençoado".

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