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Ativista que desapareceu na Chapada dos Veadeiros: família segue em busca de respostas quase 8 meses após sumiço

João Paulo, conhecido como “João Planta”, está desaparecido desde o dia 8 de dezembro na Chapada dos Veadeiros

G1 — Brasil · 2026-07-31T00:58:25.000Z

João Paulo, conhecido como “João Planta”, está desaparecido desde o dia 8 de dezembro na Chapada dos Veadeiros

O ativista João Paulo Vaz da Silva, de 33 anos, conhecido pelos moradores de Alto Paraíso de Goiás como “João Planta”, desapareceu na Chapada dos Veadeiros há oito meses. Desde então, a família segue em busca de respostas que possam levar ao seu paradeiro. A mãe dele, Marli Albino da Silva Carneiro, pede que a polícia continue investigando o caso. "Eu não estou suportando mais", desabafou.

Segundo a família de João Paulo, não há respostas das autoridades a respeito da investigação e de informações que possam levar aos responsáveis pelo desaparecimento do ativista. Em nota, a defesa de João Paulo cita que ele foi vítima de uma tentativa de homicídio em 2024.

O texto continua ressaltando que esse fato é grave e que "todas as circunstâncias relacionadas à sua história precisam ser apuradas com a máxima seriedade, para que nenhuma linha de investigação deixe de ser esclarecida".

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O g1 entrou em contato com a Polícia Civil (PC) para saber sobre as investigações. À reportagem, a polícia informou que não há novidades e que o caso continua em investigação, aguardando por pedidos judiciais já realizados.

O g1 procurou também o Ministério Público (MP), que retornou dizendo que, além do ofício solicitando informações sobre o inquérito, o MP se manifestou judicialmente, nos autos da investigação, para que se expedisse ofício às instituições bancárias visando à verificação de eventuais movimentações financeiras.

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Apelo da mãe

Marli Albino pede justiça pelo filho. Segundo ela, na última vez em que foi até a cidade onde ele desapareceu, acabou ficando doente e precisou ser internada. Ela contou ainda que sofreu de depressão por causa da falta de respostas.

"Eu quero justiça, porque eu não estou aguentando esperar. E eu quero pedir a essa Polícia Civil para ajudar nesse caso, investigar, dar mais atenção, porque eu não estou suportando mais. Me deu depressão, ansiedade", apelou a mãe.

Marli também agradeceu às pessoas que apoiaram o filho dela e confessou que, mesmo após meses de desaparecimento, ainda tem esperanças de encontrar João Paulo vivo. "Eu tenho um pouquinho de esperança de que possa achá-lo vivo, mas Deus sabe o que faz", afirmou.

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Também de acordo com a família e amigos do ativista, eles estão colhendo assinaturas para protocolar um pedido que o processo de investigação seja levado para outra instância. Segundo a família, com a falta de respostas em Alto Paraíso, eles pretendem que o Congresso Nacional assuma o caso. "A gente levar para outra instância, porque a gente já está vendo que em Alto Paraíso não vai ter solução", disse uma amiga de João que prefere não se identificar.

Natural de Porangatu, no norte goiano, João Paulo está desaparecido desde 8 de dezembro de 2025. Extrativista ambiental e defensor da conservação do Cerrado, João Paulo vivia em Alto Paraíso de Goiás desde 2015 e era visto como um profundo conhecedor das espécies nativas, atuando em hortas, hospedagens e projetos ligados à natureza e sustentabilidade.

O desaparecimento foi registrado na Polícia Civil no dia 16 de dezembro, conforme boletim de ocorrência ao qual o g1 teve acesso na época. Como a mãe dele mora em outra cidade, o registro foi feito por uma amiga. O documento relata que João havia chegado da rua carregando plantas e deixou o celular carregando em casa. Depois disso, saiu para ajudar algumas pessoas que chamaram por ele no portão — e não foi mais visto.

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