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Homem é preso por feminicídio em Juiz de Fora; veja dados do crime na cidade
G1 — Brasil · 2026-07-31T09:00:43.000Z
Homem é preso por feminicídio em Juiz de Fora; veja dados do crime na cidade
O número de mulheres monitoradas por medidas protetivas em Juiz de Fora mais que dobrou em 2026 e atingiu o maior patamar dos últimos anos. Até junho, 44 vítimas eram acompanhadas pelo programa da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Em 2025, foram 20 incluídas no sistema.
🔎 O monitoramento é utilizado em casos de medidas protetivas concedidas pela Justiça. O agressor passa a usar tornozeleira eletrônica, enquanto a vítima recebe um dispositivo de alerta. Se ele entrar na área de exclusão definida judicialmente, o sistema envia um aviso imediato à vítima e à Central de Monitoramento da Sejusp, que adota as providências necessárias.
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Segundo a delegada titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Alessandra Azalin, o aumento não significa, necessariamente, mais casos de violência, mas pode indicar maior conscientização sobre os direitos e ampliação do acesso à rede de proteção.
"Nos períodos de campanhas, como o Mês da Mulher e o Agosto Lilás, observamos aumento nos pedidos de medidas protetivas e nos registros de ocorrência. Isso mostra que a informação faz diferença", afirmou.
Apesar do crescimento, a delegada destaca que a subnotificação ainda representa um desafio. "Muitas mulheres ainda não procuram a polícia. A violência psicológica, por exemplo, ainda é banalizada, mas pode ser o início de um ciclo que termina em feminicídio", completou.
Violência contra a mulher
Até junho de 2026, Juiz de Fora registrou 2.014 ocorrências de agressão contra a mulher. No mesmo período de 2025, foram 1.973 registros.
Azalin explica que o número de mulheres protegidas pelo monitoramento representa apenas uma parcela das vítimas atendidas.
"Só na Delegacia da Mulher, recebemos entre 65 e 75 pedidos de medidas protetivas por mês. Além disso, há solicitações feitas durante os plantões, pelo Ministério Público, pela Defensoria, por advogados e por outros órgãos da rede de proteção".
Monitoramento de agressores
Em 2025, 65 agressores eram monitorados em Juiz de Fora. Entre janeiro e maio de 2026, o número chegou a 74. Em junho, apenas nos casos ativos, 53 homens tinham acompanhamento pelo sistema.
Conforme Alessandra Azalin, o monitoramento eletrônico aumenta a proteção da vítima ao estabelecer uma área de exclusão para o agressor.
"Se o agressor se aproxima da vítima, a tornozeleira aciona a Central de Monitoramento, e a mulher recebe um alerta. Ela é avisada por telefone e tem tempo para buscar proteção ou acionar a Polícia Militar", explicou.
O g1 também solicitou à Sejusp o número de descumprimentos de medidas protetivas registrados em Juiz de Fora, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.
Como funciona a medida protetiva
A medida protetiva é um dos principais instrumentos da Lei Maria da Penha para proteger mulheres em situação de violência. A decisão pode estabelecer diferentes restrições ao agressor, de acordo com a avaliação da Justiça.
Determina que o agressor mantenha distância da vítima e de familiares;
Proíbe qualquer tipo de contato;
Restringe o acesso a armas;
Estabelece outras ações definidas pela Justiça.
O pedido não depende de agressão física. Outros tipos de violência também podem justificar a solicitação, como:
Onde fazer o pedido?
A solicitação pode ser registrada:
Em uma delegacia;
Pela Delegacia Virtual;
Pelo telefone 197.
Após o pedido, a Justiça deve analisar o caso em até 48 horas.
Em situações consideradas de maior risco, a proteção inclui a Unidade Portátil de Rastreamento (UPR). O sistema funciona com uma tornozeleira eletrônica no agressor e um dispositivo entregue à vítima.
Os equipamentos são monitorados por satélite. Caso o limite de distância determinado pela Justiça seja ultrapassado, a mulher recebe um alerta e aciona a polícia.
Delegacia da Mulher em Juiz de Fora
Mulheres em situação de violência podem procurar atendimento na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), registrar ocorrência em qualquer unidade da Polícia Civil, utilizar a Delegacia Virtual ou entrar em contato pelo telefone 197.
Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
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