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Urna eletrônica para votação nas eleições brasileiras
G1 — Política · 2026-07-31T12:51:39.000Z
Urna eletrônica para votação nas eleições brasileiras
Marcelo Camargo/Agência Brasil
As pesquisas Quaest divulgadas entre segunda-feira (27) e quinta-feira (30) mostram um mapa eleitoral heterogêneo para a disputa pelos governos estaduais em dez estados.
Enquanto alguns governadores e candidatos aparecem com vantagem e favoritismo consolidado, outras corridas seguem indefinidas, marcadas por empates técnicos, alto índice de eleitores indecisos e espaço para mudanças até a campanha.
🔎 Empate técnico é quando, mesmo com pontuação diferente, dois ou mais candidatos estão a uma distância um do outro menor que a margem de erro da pesquisa, somando as margens para mais ou para menos. Por exemplo, se a margem é de dois pontos e a diferença entre os candidatos é de quatro pontos ou menos, eles estão em empate técnico.
Os levantamentos mostram o cenário na Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Veja os resultados:
No primeiro turno, ACM Neto (União) aparece com 39% contra 38% de Jerônimo Rodrigues (PT) nos dois cenários testados – um empate técnico entre os dois.
No cenário de segundo turno, a situação também é de empate técnico, apesar de ACM Neto continuar na frente. Ele tinha 41% contra 38% do governador em abril e foi a 43% contra 39% em julho, mantendo uma vantagem de 4 pontos, dentro da margem de erro de 3 pontos para mais ou para menos da pesquisa.
Aprovação do governador da Bahia, segundo a Quaest.
Para Felipe Nunes, diretor da Quaest, os dois candidatos chegam à eleição com bases consolidadas. “Entre os eleitores de ACM Neto, 65% dizem que o voto é definitivo. Entre os de Jerônimo, 63%. A campanha será menos sobre segurar as bases e mais sobre conquistar os eleitores ainda disponíveis”.
Nunes também destaca a aprovação do representante do PT: “Jerônimo chega competitivo porque seu governo mantém aprovação majoritária: 57% aprovam e 34% desaprovam. Além disso, 52% dizem que ele merece ser reeleito, contra 41% que pensam o contrário”.
Aprovação do governador da Bahia, segundo a Quaest.
A pesquisa Quaest na Bahia ouviu 1.200 eleitores no estado entre 23 e 27 de julho. Tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral dessa pesquisa é BR-05856/2026 e BA-02331/2026.
Ciro Gomes (PSDB) lidera o primeiro turno cearense com 43%, contra 33% de Elmano de Freitas (PT), 3% de Eduardo Girão e 13% de indecisos.
No cenário de segundo turno, a distância entre os dois representantes do PSDB e do PT já era favorável a Ciro Gomes em abril (46% a 35%, 11 pontos) e se ampliou ligeiramente em julho (48% a 35%, 13 pontos).
“A estrutura política da disputa é muito clara. Elmano tem 58% entre lulistas e 53% na esquerda. Ciro domina 62% da direita e 72% entre bolsonaristas. Entre os independentes Ciro 44% e Elmano 24%. Ciro não depende apenas da direita”, analisa Nunes, no X.
Intenção de voto para governador do Ceará no 2° turno, segundo a Quaest.
A pesquisa Quaest no Ceará ouviu 1.102 eleitores no estado entre 24 e 28 de julho. Tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral dessa pesquisa é BR-03238/2026 e CE-09277/2026.
No primeiro turno, Daniel Vilela (MDB) lidera com 37%, contra 21% de Marconi Perillo (PSDB) e 11% de Wilder Morais (PL), com 20% de indecisos.
Levantamento da Quaest em Goiás mostra os percentuais das intenções de voto para o Governo do Estado no 1º turno
Nos cenários de segundo turno, Vilela tem a maior vantagem entre os dez estados: contra Perillo, manteve folga estável de 24 pontos (51% a 27% em abril; 52% a 28% em julho); contra Wilder Morais, ampliou a distância de 30 para 38 pontos (51% a 21% em abril; 54% a 16% em julho).
Nunes destaca que a vantagem de Daniel é de 16 pontos sobre Marconi, e ele lidera entre todos os recortes destacados na pesquisa, entre homens e mulheres, em todos os níveis de escolaridade, renda e grupos religiosos.
“Daniel tem amplitude política. Ele lidera entre independentes, direita não bolsonarista e bolsonaristas. Também é competitivo entre lulistas e eleitores de esquerda, e isso está fazendo a diferença”
O quadro acompanha a aprovação do ex-governador do estado Ronaldo Caiado (PSD), que chegou a 87% em julho. Caiado deixou o comando de Goiás para concorrer à Presidência da República.
A pesquisa Quaest em Goiás ouviu 1.104 eleitores no estado entre 24 e 28 de julho. Tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral dessa pesquisa é BR-08063/2026 e GO-01701/2026.
Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera em todos os cenários em que aparece, tanto no primeiro quanto no segundo turno. Em seguida, estão Alexandre Kalil (PDT), Patrus Ananias (PT) e Mateus Simões (PSD).
Mesmo liderando, Cleitinho, que é senador, ainda não definiu se sairá candidato. Segundo Nunes, a "liderança de Cleitinho resulta, em parte, da concentração do voto à direita e da divisão à esquerda. O senador tem 59% na direita não bolsonarista e 51% entre bolsonaristas. Na esquerda não lulista, Kalil tem 40% e Patrus, 25%".
Nos cenários sem Cleitinho, há equilíbrio: um eventual segundo turno entre Mateus Simões e Alexandre Kalil mostra 30% a 29%, dentro da margem de erro. Já Mateus Simões e Patrus Ananias aparecem empatados em 30% a 30%.
A pesquisa Quaest em Minas Gerais ouviu 1.482 eleitores no estado entre 22 e 26 de julho. Tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral dessa pesquisa é MG-03490/2026 e BR-09333/2026.
O ex-governador do estado Helder Barbalho (MDB) detém índice de aprovação de 71%. Esse prestígio impulsiona a atual governadora, que era vice de Barbalho, Hana Ghassan (MDB). A política é identificada por 37% da população como a candidata de Helder.
Hana lidera as intenções de voto nos cenários estimulados de 1º e 2º turno, embora empatada tecnicamente com Dr. Daniel Santos (Podemos).
Intenção de voto no de 2º turno para o governo do Pará
Nunes destaca que a eleição para governador no estado está aberta: "Apenas 30% dizem que a escolha é definitiva, enquanto 68% afirmam que ainda podem mudar de voto caso algo aconteça até a eleição. Ou seja: há movimento, mas ainda pouca consolidação".
A pesquisa Quaest no Pará ouviu 900 eleitores no estado entre 21 e 25 de julho. Tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral dessa pesquisa é PA-04548/2026 e BR-06752/2026.
No primeiro turno, Sergio Moro (PL) lidera com 39%, à frente de Requião Filho (PDT, 18%), Rafael Greca (MDB, 12%) e Sandro Alex (PSD, 7%). Este último, do mesmo partido do governador Ratinho Júnior, que soma 81% de aprovação.
No segundo turno, Moro estava à frente de Requião Filho por 19 pontos, tanto em abril (49% a 30%) quanto em julho (48% a 29%).
Apesar da liderança, Nunes destaca que a disputa está indefinida: 35% dizem que a escolha é definitiva, enquanto 64% afirmam que ainda podem mudar de voto.
"Vale lembrar que o ambiente político estadual continua favorável ao grupo do governador Ratinho Júnior. Para 63%, ele merece eleger o sucessor que indicar. Apenas 25% discordam."
A pesquisa Quaest no Paraná ouviu 1.104 eleitores no estado entre 21 e 25 de julho. Tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral dessa pesquisa é BR-03445/2026 e PR-04818/2026.
No primeiro turno, Raquel Lyra (PSD) tem 43% contra 37% de João Campos (PSB), com 11% de indecisos e 6% de brancos/nulos.
No segundo turno, o cenário é de virada: em abril, João Campos vencia a simulação por 46% a 38% em abril; em julho, a governadora assumiu a ponta, apesar de empatada tecnicamente com Campos: 45% contra 39% do prefeito do Recife.
Quaest em Pernambuco: intenção de voto para governador no 2º turno
Pesquisa Quaest de julho de 2026 indica 68% de aprovação do governo Raquel Lyra
Nunes aponta que, na disputa pelo governo de Pernambuco, "47% querem um próximo governador aliado de Lula".
"Cai para 44% a percepção de que João é o candidato de Lula. A pesquisa sugere que a força de Lula não se transfere automaticamente para o ex-prefeito do Recife."
A pesquisa Quaest em Pernambuco ouviu 900 eleitores no estado entre 22 e 26 de julho. Tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral dessa pesquisa é BR-03810/2026 e PE-09649/2026.
Rio de Janeiro
Na disputa no Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) aparece na liderança nos dois cenários de primeiro turno testados pela Quaest em julho: 38% num cenário mais amplo (com Anthony Garotinho, do Republicanos, e Douglas Ruas, do PL, entre outros) e 42% num cenário com menos candidatos. Em ambos os cenários, indecisos e votos em branco/nulo somam mais de um terço do eleitorado (35% e 37%).
No cenário de segundo turno, Paes venceria Anthony Garotinho por 48% a 18%.
O ex-governador Cláudio Castro (PL) tem a pior avaliação de governo do país entre os estados avaliados: 28% de aprovação contra 54% de reprovação em julho, o único entre os dez estados testados pela Quaest em que a reprovação supera a aprovação.
A pesquisa Quaest no Rio de Janeiro ouviu 1.200 eleitores no estado entre 21 e 25 de julho. Tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral dessa pesquisa é BR-07670/2026 e RJ-02671/2026.
Rio Grande do Sul
Juliana Brizola (PDT) aparece com 24% das intenções de voto no primeiro turno, seguida por Luciano Zucco (PL) com 22%. Dessa forma, os dois estão tecnicamente empatados. 31% do eleitorado ainda se diz indeciso, com mais 12% de brancos/nulos.
Intenção de voto para governador no 1º turno — Rio Grande do Sul
Para 62% dos eleitores ouvidos pela Quaest, a escolha do voto para governador ainda pode mudar. Outros 34% consideram a decisão definitiva.
A pesquisa Quaest no Rio Grande do Sul ouviu 1.104 eleitores no estado entre 24 e 28 de julho. Tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral dessa pesquisa é BR-01871/2026 e RS-04790/2026.
No primeiro turno, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera com 41%, à frente de Fernando Haddad (PT), com 26% , além de 15% de brancos/nulos e 13% de indecisos.
Intenção de voto para governador de São Paulo no 1° turno, segundo a Quaest.
No cenário de segundo turno contra Haddad, a vantagem de Tarcísio não se alterou em relação a abril: era 49% a 32% e passou a 48% a 32% em julho.
Isso acontece no mesmo período em que a aprovação do governador passou de 54% para 55%, após dois anos de queda gradual (tinha 63% em abril de 2024).
Aprovação do governador de São Paulo, segundo a Quaest.
Apesar da folga eleitoral de Tarcísio, São Paulo é o estado com maior preferência por um governador independente (47%), à frente da preferência por um governador aliado de Bolsonaro (27%) ou de Lula (23%).
A pesquisa Quaest em São Paulo ouviu 1.650 eleitores no estado entre 23 e 27 de julho. Tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral dessa pesquisa é BR-09998/2026 e SP-04846/2026.