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Justiça afasta prefeito de Porto de Moz, no PA, por nepotismo

Rivaldo Salviano Campos.

G1 — Brasil · 2026-07-31T14:32:14.000Z

Rivaldo Salviano Campos.

A Justiça determinou o afastamento cautelar do prefeito de Porto de Moz, Rivaldo Salviano Campos (MDB), pelo prazo de 90 dias, após ação de improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) por condutas como nepotismo.

Segundo a investigação da Promotoria de Justiça de Porto de Moz, conduzida pelo promotor Drummond Ataíde Moraes, foi identificado um grave quadro funcional, com aproximadamente 70% dos servidores sem vínculo efetivo.

Além disso, as apurações revelaram que parentes do prefeito, do vice-prefeito e de vereadores ocupavam cargos comissionados, funções de confiança e contratos temporários, sem concurso público ou processo seletivo regular.

Para o MPPA, a situação indicava a existência de um sistema amplo de favorecimento familiar e político, incompatível com os princípios constitucionais da moralidade, impessoalidade e acesso aos cargos públicos.

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De acordo com o promotor Drummond Moraes, o problema não se limitava a uma nomeação isolada, alcançava funções de assessoramento, atividades técnicas, funções administrativas, contratos temporários e até servidores vinculados à Procuradoria Jurídica de Porto de Moz.

O g1 solicitou um posicionamento à prefeitura e à câmara de Porto de Moz, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O g1 também tenta contato com Rivaldo Salviano.

Antes de recorrer ao Judiciário, o Ministério Público informou que expediu uma recomendação para exoneração dos servidores em situação irregular e para proibição de novas nomeações incompatíveis com a Constituição Federal. Apesar disso, segundo o MPPA, não houve qualquer atuação da prefeitura, que já havia sido condenada em primeira instância por prática de nepotismo.

Ao analisar o pedido, a Justiça considerou que o prefeito foi formalmente informado das irregularidades, recebeu prazo para corrigir a situação e ainda assim não demonstrou o cumprimento das medidas recomendadas. A decisão também apontou risco à investigação, já que documentos e possíveis testemunhas permanecem sob a estrutura administrativa comandada pelo gestor.

O g1 questionou o MPPA se o vice-prefeito e os vereadores investigados foram afastados, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

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