ITATIBA1

Jovem do interior de SP que sumiu na França tem prisão decretada por violência doméstica no Brasil

Jovem de Capivari está desaparecido há mais de um mês em Paris e família busca respostas

G1 — Brasil · 2026-07-31T14:11:39.000Z

Jovem de Capivari está desaparecido há mais de um mês em Paris e família busca respostas

O jovem Bruno Fernando Rego, de Capivari (SP), que está desaparecido há 26 dias na França, onde trabalha como motorista de aplicativos e de forma independente, com viagens internacionais, é acusado de violência doméstica, por lesão corporal contra mulher, e tem um pedido de prisão preventiva expedido pela Justiça de Leme (SP). A família do rapaz, de 28 anos, afirmou desconhecer mandado e segue nas buscas pelo paradeiro dele. Leia detalhes, abaixo, na reportagem.

A ordem judicial aponta suspeita de que Bruno Fernando Rego esteja fora do país. O documento faz observação sobre "notícia de que o procurado se encontra ilegalmente na França", conforme detalhes do documento. O g1 e a EPTV buscam contatos da defesa do rapaz e aguardam retorno.

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Piracicaba no WhatsApp

O mandado de prisão vale até 20 de maio de 2030, segundo informações do documento no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O g1 entrou em contato com a irmão do rapaz, Beatriz Rego. Ela informou que desconhece a existência da ordem judicial.

Bruno Rego, motorista do interior de SP que desapareceu na França

"A família não tem conhecimento técnico sobre processos judiciais no Brasil e não vai se manifestar sobre vazamentos ou especulações. O nosso foco absoluto e a nossa única preocupação, no momento, é localizar o Bruno com vida", declarou.

"Independentemente de qualquer questão jurídica ou burocrática, a preservação da vida humana e o direito de uma família saber o paradeiro de um ente querido desaparecido estão acima de tudo. Confiamos que as autoridades brasileiras e francesas continuem empenhadas em encontrá-lo", completou a familiar.

Ao fundamentar o decreto de prisão preventiva, a juíza Luísa Lemos Debastiani apontou os artigos 312 e 313 do Código de Processo Penal (CPP), ressaltando a necessidade da medida cautelar para a garantia da ordem pública e da integridade da vítima.

A decisão determina que qualquer autoridade policial ou oficial de justiça efetue a prisão do procurado e o encaminhe a uma unidade prisional, para posterior audiência de custódia.

Buscas pela família

A irmã de Bruno, Beatriz Rego, informou à EPTV, afiliada da TV Globo, que a família busca informações sobre o paradeiro do jovem e questiona a falta de detalhes da polícia francesa sobre o carro alugado por ele, que possui rastreador via satélite.

Segundo Beatriz, o último contato de Bruno ocorreu em 5 de julho, com um amigo da cidade natal.

Ele morava na região metropolitana de Paris há mais de um ano e trabalhava como motorista. O dinheiro arrecadado ajudava a sustentar a filha de 4 anos, que vive no Brasil com a mãe e tem sequelas neurológicas.

De acordo a família, o desaparecimento envolve as seguintes circunstâncias:

Bruno havia perdido o passaporte recentemente;

O jovem sumiu apenas com a roupa do corpo;

O celular do motorista não recebe chamadas;

O veículo utilizado para o trabalho era alugado e rastreável.

A irmã do motorista mora em Portugal e disse que precisou registrar o boletim de ocorrência no país onde vive.

"A queixa foi feita em Portugal, porque em França existe uma lei que se diz que a pessoa tem direito a desaparecer. Então eles não aceitavam que os amigos do Bruno fizessem a queixa", relata.

Bruno Rego, motorista do interior de SP que desapareceu na França

Beatriz contou que a polícia portuguesa conseguiu se comunicar com as autoridades francesas para aceitar a denúncia. Ela ressaltou que o irmão mantinha contato frequente com a família e tinha uma rotina focada no trabalho.

"Ele fazia viagens de norte a sul de França, então às vezes ele até chegava a não voltar pra casa porque, como eram viagens muito longas, não compensava", afirma.

Apoio do Itamaraty

O Ministério das Relações Exteriores, responsável pela Embaixada do Brasil na França, declarou que tem conhecimento do caso e presta assistência consular aos parentes.

O órgão destacou que não divulga informações pessoais de cidadãos que requisitam serviços consulares, nem fornece detalhes da assistência prestada fora do país. Até o momento, a polícia francesa não repassou informações sobre as investigações à família.

Agora no g1

VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região

Veja mais notícias sobre a região em g1 Piracicaba

Leia no Itatiba1 →