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Chefe operacional da Fifa critica proposta de Infantino: "Projeto de uma pessoa só"

Infantino explica proposta de empresa para gerenciar operações da Fifa

ge — Futebol · 2026-07-31T15:21:43.000Z

Infantino explica proposta de empresa para gerenciar operações da Fifa

O diretor de operações da Fifa, Kevin Lamour, criticou publicamente o plano do presidente Gianni Infantino de abrir parte dos negócios comerciais da entidade a investidores privados. Em declaração divulgada nesta sexta-feira, o dirigente classificou a proposta como um "projeto de uma pessoa só" e afirmou que funcionários foram enganados durante o processo.

As informações são da agência Associated Press. Segundo Levin Lamour, houve falta de transparência na elaboração do projeto, que prevê a criação de uma empresa avaliada em US$ 20 bilhões (cerca de R$ 108 bilhões), responsável por administrar ativos comerciais da Fifa, incluindo as Copas do Mundo masculina e feminina e os Mundiais de Clubes. Investidores privados poderiam adquirir 20% da nova companhia.

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- É o projeto de uma pessoa só. Este projeto não apenas não pode seguir adiante, como chegou a hora de os líderes políticos do futebol fazerem as perguntas certas e tomarem as decisões corretas - afirmou Lamour.

O dirigente francês, que ocupa o cargo desde 2024 e trabalhou com Infantino também na Uefa, disse ainda que os funcionários da Fifa "merecem mais do que desprezo e intimidação". Lamour não renunciou, mas afirmou estar disposto a perder o emprego por causa de seu posicionamento.

- E, se isso significar que vou perder meu trabalho, que assim seja. Vou entender e respeitar essa decisão. Pelo menos dormirei bem esta noite - declarou.

Infantino enfrenta pressão dentro e fora da Fifa

A manifestação pública de um integrante da alta cúpula aumenta a pressão sobre Infantino e expõe o enfraquecimento de sua sustentação política dentro da entidade. O presidente da Fifa, que até recentemente parecia caminhar para uma nova eleição sem adversários, passa a enfrentar oposição de dirigentes, confederações e federações nacionais.

Também nesta sexta-feira, Carlos Cordeiro renunciou ao cargo de assessor de Infantino em protesto contra o projeto. Ex-presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos e ex-executivo do banco Goldman Sachs, ele representava a Fifa no grupo de trabalho da Casa Branca para a Copa do Mundo de 2026.

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