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Um dia após convocar o embaixador do Brasil em Assunção, José Antonio Marcondes, o governo do Paraguai afirmou nesta sexta-feira (31) que recebeu explicações sobre as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a respeito da…
G1 — Política · 2026-07-31T17:21:45.000Z
Um dia após convocar o embaixador do Brasil em Assunção, José Antonio Marcondes, o governo do Paraguai afirmou nesta sexta-feira (31) que recebeu explicações sobre as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a respeito da Guerra da Tríplice Aliança.
Segundo o chanceler Rubén Ramírez Lezcano, o embaixador relatou que Lula considera que suas declarações foram "retiradas de contexto" e que não houve intenção de ofender o povo paraguaio.
O encontro aconteceu, segundo o governo do país vizinho, na sede da chancelaria paraguaia, em Assunção, e contou com a participação do vice-presidente do Paraguai, Pedro Alliana, e do chanceler Rubén Ramírez Lezcano.
Na reunião, as autoridades paraguaias entregaram formalmente uma nota de repúdio aprovada pelo Congresso do país.
Paraguai convoca embaixador do Brasil após declaração de Lula
Segundo o vice-presidente Pedro Alliana declarou em comunicado, o diplomata brasileiro argumentou que as falas de Lula foram tiradas de contexto e que o presidente brasileiro em nenhum momento teve a intenção de ofender ou insultar a nação vizinha.
"Ele [o embaixador] manifestou que isso foi tirado de contexto. É o que ele nos disse. Nunca foi a intenção do presidente Lula realmente ressentir ou insultar o Paraguai com essas declarações. Então, nós tampouco queremos aprofundar muito isso. Vocês sabem que também estão em plena campanha eleitoral lá [no Brasil] e o que menos queremos é que acreditem que queremos nos imiscuir nessas eleições", afirmou o vice-presidente paraguaio em entrevista coletiva divulgada pela TV governamental do país.
O chanceler Rubén Ramírez Lezcano reiterou que, diante das explicações da diplomacia brasileira e do esclarecimento de que não houve intenção de atingir o povo paraguaio, o governo vizinho considera o assunto encaminhado sem necessidade de escalada na tensão bilateral.
O governo brasileiro e o Itamaraty ainda não se manifestaram.