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Mãe e filha presas por abandonar e matar gato atropelado no Acre são soltas em audiência de custódia

Gato é jogado de carro em movimento, corre atrás do veículo e é atropelado no AC

G1 — Brasil · 2026-07-31T18:57:31.000Z

Gato é jogado de carro em movimento, corre atrás do veículo e é atropelado no AC

A mãe e filha presas por abandonar e matar um gato atropelado em Rio Branco foram soltas durante audiência de custódia nesta sexta-feira (31). A informação foi confirmada ao g1 pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC).

Conforme a Justiça, as duas vão responder em liberdade com medidas cautelares e mediante pagamento de fiança. As suspeitas não tiveram o nome divulgado e, portanto, a reportagem não conseguiu contato com a defesa delas.

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O abandono de animais é considerado crime conforme a Lei contra Crimes Ambientais n.º 9.605/98, Artigo 32. A pessoa que cometer essa prática está sujeita a uma pena que varia de dois a cinco anos de prisão, além de multa e proibição da guarda futura de animais.

Uma das suspeitas é servidora terceirizada e trabalha como recepcionista do Ministério Público Federal (MP-AC). O MPF-AC explicou que acompanha o trabalho investigativo da Polícia Civil e mantêm contato com a empresa terceirizada da servidora. O órgão federal destacou que não há nenhum fato relacionado à atuação profissional da pessoa envolvida que a desabone.

Gato foi abandonado e morto em Rio Branco

Em depoimento, elas alegaram que não eram donas do gato, que encontraram na rua. O g1 apurou que as suspeitas têm entre 34 e 60 anos. A mãe estava em casa quando foi levada para a delegacia. Já a outra suspeita foi presa no trabalho.

Além da prisão, as duas mulheres foram autuadas por maus-tratos na Lei Municipal nº 2422/22. O animal foi recolhido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia) e levado para o Centro de Zoonoses de Rio Branco, que deve emitir um laudo sobre causa da morte.

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Os crimes foram filmados por câmeras de segurança de uma casa do Conjunto Paulo César. As imagens mostram o carro passando na rua lentamente, a passageira que estava no banco de trás do veículo abre a porta e joga o animal na rua. (Veja vídeo acima)

Assustado, o gatinho corre atrás do veículo e acaba sendo atingido por uma das rodas traseiras. Ele fica se debatendo no chão e o carro segue viagem.

As imagens foram compartilhadas nas redes sociais e causaram revolta. Com a repercussão, o caso chegou até a Polícia Civil, que identificou a motorista e a passageira do veículo.

Ao g1, o auditor fiscal de meio ambiente e chefe da Divisão de Maus-Tratos a Animais da Semeia, Fabrício Alves de Oliveira, explicou que recebeu uma denúncia sobre caso pela manhã e foi até o endereço que consta no nome da dona do veículo.

Ao chegar no local, Fabrício encontrou apenas a mãe da motorista. A filha estava no trabalho e as duas foram autuadas por maus-tratos.

"A filha conduzia o carro e a mãe abriu a porta e jogou o gato, mas as duas foram autuadas. Primeiro autuei a mãe e perguntei onde a filha estava. Fui no Ministério Público Federal com a Polícia Civil e autuei a outra também. Logo depois elas foram levadas para a delegacia pelos policiais", destacou.

Gato foi abandonado em bairro de Rio Branco nesta quinta-feira (30)

Fabrício ressaltou que as duas mulheres têm dez dias para recorrer da autuação. Caso não haja recurso, as suspeitas podem ser multadas. "Toda multa ambiental é assim. Recolhi o gato e levei para zoonoses para que sejam responsabilizadas criminalmente. Na prefeitura a esfera administrativa", acrescentou.

Ao serem questionadas sobre a situação, conforme o auditor, as suspeitas alegaram que o animal não era delas. "Disseram que viram na rua e fizeram isso. Mas, não justifica", concluiu.

Nota do MPF na íntegra:

Tomamos conhecimento do triste fato que resultou na morte do gatinho pela imprensa e, posteriormente, pela presença da equipe de polícia, soubemos do envolvimento de uma colaboradora terceirizada. A administração apoia o trabalho da polícia e aguarda o transcorrer das investigações e a apuração final do caso.

Ressalte-se que no exercício profissional da pessoa envolvida não há nada que a desabone, porém a relação contratual do órgão com a empresa poderá ensejar na substituição da colabora, de acordo com o andamento dos fatos.

É importante citar que o fato por si só, além de triste, é condenável, não importa quem esteja envolvido, e que merece a devida apuração para que haja responsabilização conforme a lei.

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