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Por que o Atlético-MG aposta em estrangeiros para a camisa 9? Dirigente explica

Atlético enfrenta o Juventude amanhã pela Copa do Brasil

ge — Futebol · 2026-07-31T18:35:47.000Z

Atlético enfrenta o Juventude amanhã pela Copa do Brasil

O Atlético-MG iniciou o ano com uma lacuna clara no elenco: a falta de um camisa 9. O clube investiu na posição e contratou o colombiano Cassierra para ser esse jogador. Com a saída de Hulk nesta janela de meio de ano, o entendimento era que precisava de mais uma opção. Nos últimos dias, o clube voltou ao mercado do exterior para trazer Thiago Borbas. Dois estrangeiros para ocupar uma das posições mais badaladas do futebol.

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Em janeiro, o Alvinegro via a necessidade de realizar investimentos para o ataque e outras posições. Nesta janela, a orientação do CEO do clube, Pedro Daniel, é de trazer atletas que estão livres ou por empréstimo, sem gastar.

O ge procurou ouvir o executivo de futebol do Atlético, Paulo Bracks, para entender o motivo de o clube ter contratado dois estrangeiros para a posição de 9. Um novo olhar? Tendência? Ele responde.

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As escolhas não têm relação com a nacionalidade, garante Bracks. Na explicação, o executivo cita uma carência de centroavantes brasileiros e um movimento natural, dos times, de buscar jogadores estrangeiros para o setor ofensivo.

Isso se confirma em números ao avaliar o Atlético. No ataque, são quatro estrangeiros (Cuello, Alan Minda, Cassierra e Borbas) e dois brasileiros (Dudu e Cauã Soares), sendo um atleta da base.

— Sobre sua ponderação, não contratamos por bandeira, mas tem sido uma recorrência nos clubes grandes. Se você analisar as principais camisas da Série A, a maioria tem ao menos um centroavante gringo. Creio que possa ser fruto também de uma carência no futebol brasileiro atual, e até pela seleção brasileira podemos ter essa leitura. Na Copa, havia apenas um com essa característica.

Cassierra sendo apresentado pelo Atlético-MG

Pedro Souza / Atlético

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Quando chegou, Cassierra demorou a ter oportunidades. Nos primeiros cinco jogos, saiu do banco e ganhou minutos. Firmou-se como titular só em maio.

A partir dali, marcou três gols e anotou duas assistências. Ao todo, disputou 27 jogos e marcou cinco gols. É o artilheiro do clube ao lado de Bernard e Victor Hugo.

Cassierra vive bom momento no Galo

Recentemente, Domínguez revelou que o Galo ainda buscava mais um centroavante. Com a limitação financeira, o clube trouxe Thiago Borbas, atacante do Bragantino, emprestado até o fim do ano.

Em tese, chega para brigar pela 9, mas apresenta características diferentes ao Cassierra. É mais veloz, intenso e com menos capacidade de participar da criação. É o jogador do último toque.

Em números, o uruguaio busca regularidade e acabar com uma seca de mais de um ano sem balançar as redes. A última vez que marcou foi em 13 de julho de 2025, pela equipe paulista, no Brasileirão.

- Cassierra e Borbas são centroavantes que se complementam em características. As contratações deste ano refletem o perfil de atacante que buscamos para o elenco: jogadores competitivos, como o DNA histórico do Galo exige, com grande capacidade de trabalho e capazes de oferecer diferentes soluções para o setor ofensivo - completou o dirigente.

Thiago Borbas; Atlético-MG

E a base?

Quando detalhou o planejamento para 2026, o Atlético colocou a utilização de atletas da base, no profissional, como uma das metas da atual gestão. A ideia era dar mais minutos em relação à temporada passada.

Atualmente, nenhum atleta da base é titular de Domínguez. O volante Cissé é um dos que mais são utilizados. Briga por posição entre os 11 iniciais. O lateral Pascini tem ganhado alguns minutos, mas sem ser figura presente nos jogos. Gabriel Delfim é o goleiro reserva, substituto direto de Everson.

Cauã Soares no jogo entre Santos e Atlético-MG

Pedro Souza / Atlético

Nesse processo, o clube entende que existe uma linha de sucessão que vem da formação para o ataque atleticano: Cauâ Soares e João Teixeira.

O primeiro, de 18 anos, faz parte do elenco profissional e foi utilizado em 10 jogos no ano. É uma terceira opção para o setor, mas sem se destacar nas oportunidades que recebeu.

Teixeira em sua renovação e contrato.

Teixeira tem a mesma idade, mas integra o elenco sub-20. Ainda não estreou na equipe profissional.

- Preciso destacar o trabalho que está sendo feito internamente, para o futuro do clube. Temos uma linha de sucessão. O Cauã Soares foi promovido ao profissional com menos de 18 anos por acreditarmos que ele tem muito potencial para ser um grande camisa 9. Ele tem tido minutagem e está em processo crescente para jogar cada vez mais.

- Estamos preparando a transição do João Teixeira, também de 18 anos, que possui todas as valências físicas e técnicas para ser um grande camisa 9 do Galo. Os dois jogadores têm média de um gol a cada 2 jogos no Sub17 e Sub20 nos últimos anos, e só um trabalho muito bem feito por todos aqui dentro vai nos levar ao êxito com eles - concluiu Bracks.

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