ITATIBA1
Videocast ge RS - Especial Copa do Mundo Feminina | EP 2: Márcia Tafarel
ge — Futebol · 2026-07-31T20:18:40.000Z
Videocast ge RS - Especial Copa do Mundo Feminina | EP 2: Márcia Tafarel
A semente plantada no futebol feminino por pioneiras como Márcia Tafarel rendeu frutos e, nove edições depois, o Brasil sediará a Copa do Mundo da modalidade, em 2027. E para a ex-meia da seleção brasileira, a equipe chega com maior chance de sucesso em comparação ao time masculino, eliminado nas oitavas de final do Mundial deste ano.
🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google
Márcia vestiu a amarelinha na primeira edição da Copa do Mundo, em 1991. Ainda participou do torneio de 1995 e da estreia em Jogos Olímpicos, em 1996. Gaúcha de Bento Gonçalves, na Serra gaúcha, traz no sobrenome o parentesco em terceiro grau com o goleiro Cláudio Taffarel. Há 22 anos é treinadora de futsal nos Estados Unidos, principal potência no futebol feminino, com quatro títulos mundiais.
Em passagem pelo Rio Grande do Sul, a ex-atleta compartilhou a expectativa para a Copa do Mundo do Brasil no segundo episódio da série de videocast do ge RS sobre o evento. Ainda relembrou a trajetória, mágoas no futebol e a vivência no exterior (assista à entrevista completa acima).
+ Ep 1: Porto Alegre sonha em legado e quer recriar "caminho do gol"
Márcia Tafarel, em evento de 30 anos da participação na 1ª Copa do Mundo Feminina
Assim como no masculino, o Brasil participou de todas as noves edições da Copa do Mundo feminina, e sob o comando do técnico Arthur Elias busca o título inédito em 2027. Tem como melhor resultado o vice-campeonato de 2007. Mais recentemente, conquistou a prata nos Jogos Olímpicos de Paris.
– O futebol feminino, em termos do que pode apresentar hoje, tem maior potencial de ser bem sucedido na Copa do que o masculino. Vimos recentemente. Acho que podemos ir além do que o masculino alcançou, porque tem pessoas abnegadas que estão se dedicando para que a mulher cresça e evolua no futebol.
Estamos com uma Seleção forte, candidata a chegar na final. E a Copa sendo no Brasil, com o 12º jogador que é a torcida, fará uma grande diferença.
Marcia Tafarel analisa o momento do futebol feminino no Brasil e projeta Copa
A conquista mais recente da Seleção feminina foi o Fifa Series, em abril. O torneio amistoso aconteceu no Brasil, de forma inédita na modalidade. Os resultados colocaram o país na sétima colocação do ranking geral da Fifa e, somados às atuações, explicam o otimismo para a Copa do Mundo.
Na avaliação de Márcia, são um reflexo de maiores investimentos, da profissionalização e da abertura do mercado internacional às atletas brasileiras. Não à toa, o país belisca o topo das últimas competições.
+ Fifa lança marca da Copa do Mundo Feminina 2027; veja
+ Veja seleções classificadas e como está a disputa por vagas
+ Inter se inspira nos EUA para preparar Beira-Rio para a Copa de 2027
Para sair do "quase"
Márcia Tafarel sugere ações em prol da evolução do futebol feminino no Brasil
O caminho, no entanto, ainda é longo. Entre os desafios, Márcia citou a necessidade dos clubes enxergarem o futebol feminino como diferencial e não uma obrigatoriedade; a oferta de estruturas e serviços pensados para a performance da mulher; e o fortalecimento do trabalho de base, apontado por ela com uma das maiores carências.
– Mesmo fora do país, vejo o Brasil querendo crescer e para manter essa evolução, precisamos de um ecossistema que funcione, do município ao governo federal, CBF e Fifa. Ex-jogadoras dos Estados Unidos comentam: como o Brasil ainda não conseguiu um título?! Elas sabem que um dia vamos chegar lá, pois estamos beliscando – revelou Tafarel.
– O diferencial de beliscarmos e não conseguirmos o título é a parte mental. No caso das jogadoras estadunidenses, elas começam a competir com 7, 8 anos, a preparação mental vem desde cedo. É com essa mentalidade que precisamos preparar as nossas meninas, para não sentirem a pressão ao chegar em uma Seleção sênior. Estamos evoluindo, chegaremos lá.
Márcia Tafarel é treinadora de futsal nos Estados Unidos
Legado de respeito
Para quem ajudou a tirar o futebol feminino do anonimato, ver o país sediar a Copa do Mundo é a realização de um sonho e Márcia confia que o torneio seja um divisor de águas para a modalidade.
– Por ser no Brasil, a Copa já tem um diferencial, que é a paixão pelo futebol. Obviamente que falar de futebol feminino e masculino é completamente diferente. Passamos por um processo de invisibilidade, que começa a ser quebrada, principalmente em 2007, com o vice na Copa do Mundo.
– Ainda temos muito a melhorar, mas o processo (do futebol feminino) não vai mais regredir e esperamos que a Copa seja esse divisor de águas. Espero que o público respeite o futebol feminino como o futebol de mulheres, e pare de comparar.assista à entrevista completa acima.
A Copa do Mundo será realizada de 24 de junho a 25 de julho de 2027 e terá oito cidades-sede, entre elas Porto Alegre, com o estádio Beira-Rio. Além do Brasil, outras 13 seleções já garantiram classificação.
Márcia Tafarel, ex-meia da seleção brasileira nas Copas de 1991 e 1995
Arquivo pessoal/Márcia Tafarel