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Araras-vermelhas dão 'beijo' em topo de árvore e encantam moradora de MS

Casal de araras-vermelhas em coqueiro de Camapuã

G1 — Brasil · 2026-07-31T21:27:49.000Z

Casal de araras-vermelhas em coqueiro de Camapuã

Bárbara Eliza/Arquivo pessoal

Um casal de araras-vermelhas foi flagrado em um momento de interação no topo de uma árvore em Camapuã, no norte de Mato Grosso do Sul, na manhã desta sexta-feira (31). A servidora pública Bárbara Eliza registrou a cena e se encantou com o encontro, que segundo ela é raro na área urbana da cidade.

Ao g1, Bárbara contou que é comum ver araras-canindé, de plumagem amarela e azul, diariamente pelos coqueiros do município. No entanto, a presença das araras-vermelhas no centro é bem menos frequente.

"São um espetáculo à parte. Raramente as vemos no centro da cidade e, hoje, por sorte, as duas araras-vermelhas, lindas, estavam no coqueiro num quintal próximo da minha casa", relatou a servidora.

Segundo Bárbara, no momento do registro, as aves estavam agitadas e vocalizando alto. Poucos minutos depois, ela presenciou o momento em que as duas se aproximaram e tocaram os bicos, em um gesto que parecia um beijo.

"Foi uma experiência maravilhosa vê-las tão perto e poder fotografá-las. Confesso que sempre quis tirar fotos dessas araras-vermelhas. Foi maravilhoso, ganhei meu dia", comemorou.

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Monogamia e vínculo social

As araras-vermelhas (Ara chloropterus) pertencem à família dos psitacídeos, grupo que inclui papagaios, araras e periquitos, famosos pelos bicos curvos, inteligência e cores vibrantes.

Assim como as demais aves da família, a espécie é monogâmica e costuma manter o mesmo parceiro por toda a vida.

De acordo com o Instituto Arara Azul, a monogamia traz vantagens evolutivas, pois garante maior cuidado com o parceiro e com os filhotes, aumentando as chances de sobrevivência da prole.

O comportamento não se restringe ao período de acasalamento: os casais formam laços sociais permanentes e realizam tarefas diárias juntos, como a busca por alimento e a limpeza mútua das penas.

Características da espécie

Tamanho e peso: São o segundo maior psitacídeo do país, podendo medir até 95 centímetros e pesar cerca de 1,5 kg.

Plumagem: Apresentam vermelho vivo no corpo, com tons de azul e verde nas asas, além de cauda longa e pele nua na face com finas linhas de penas vermelhas.

Alimentação: Consomem frutos, sementes, brotos e flores, reunindo-se frequentemente em grupos para forragear nas copas das árvores.

Conservação: Ao contrário da arara-azul-grande, a arara-vermelha não está ameaçada de extinção no Brasil, pois também se distribui amplamente por outros países da América do Sul.

A época reprodutiva da espécie no Pantanal costuma ocorrer entre setembro (início da seca) e março (início das chuvas), podendo variar conforme a região.

As aves atingem a maturidade sexual aos 5 anos, quando formam casais e passam a se reproduzir anualmente. Elas constroem ninhos em ocos de árvores, preferindo locais mais calmos e camuflados no interior das matas.

Pesquisas do Instituto Arara Azul apontam que a espécie demonstra alta fidelidade aos locais de nidificação: cerca de 71% dos casais reutilizam o mesmo ninho por pelo menos uma vez ao longo de uma década ou mais.

Araras-vermelhas brigam e trocam carinho em Camapuã

Bárbara Eliza/Arquivo pessoal

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